Grupo EmpreZa | Museu de Arte Contemporânea da USP

Como Oriente, 2002

O Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta, a partir de 14 de agosto, a exposição Carma Ideológico, que documenta a trajetória do coletivo Grupo EmpreZa. É a terceira mostra selecionada no Edital de Exposições do MAC USP 2019/2020 – adiada em função da pandemia de Covid-19. Fundado em 2001 como um grupo de pesquisa em artes da performance ligado à Universidade Federal de Goiás, o Grupo EmpreZa tem um repertório consolidado de ações, happenings e performances, apresentado no contexto do Centro-Oeste brasileiro e outras instituições do País. Em São Paulo, no entanto, só estiveram presentes em eventos e exposições coletivas. Foi o caso do Panorama da Arte Brasileira em 2005, na Fiat Mostra Brasil em 2006, Rumos Itaú Cultural 2009, na edição de 2010/2017 do Festival Verbo, na Galeria Vermelho; de sua colaboração com Marina Abramovic durante a mostra da artista no SESC Pompeia em 2015; e de sua presença como coletivo premiado na exposição do Prêmio Marcantonio Vilaça em 2015, no MAC USP.

O título da exposição é extraído de uma performance realizada pela primeira vez em 2001, na Cidade de Goiás. Carma ideológico traz alguns elementos de como o Grupo EmpreZa opera desde então, enfatizando as questões que as ações do grupo mobilizam, trazendo à tona temas candentes da contemporaneidade, além da própria maleabilidade de constituição do grupo – cujos participantes vão se modificando ao longo do tempo – e sua ampliação do conceito mesmo de performance. Mas não é uma retrospectiva no seu sentido convencional, já que o modo de apresentação das obras cria um ambiente imersivo, que se desdobra com ações nas redes sociais do Museu e de performances realizadas e registradas dentro e fora do espaço expositivo.

Segundo a diretora do MAC USP, Ana Magalhães, com a exposição Carma Ideológico “o Museu abre suas portas para a pesquisa mais recente sobre a performance na produção contemporânea. Embora presente no acervo do MAC USP através de sua coleção conceitual da década de 1970, fazia-se necessário trazer novamente à apresentação essa forma de manifestação artística, que de fato teve novos e importantes desdobramentos nos últimos vinte anos”.

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