GRAVITAS | MACS

Gravitas marca a primeira vez em que Túlio Pinto introduz o corpo humano em seu vocabulário. O artista trabalha há anos com escultura e instalação a partir de investigações sobre peso, equilíbrio e resistência dos materiais, usando concreto, ferro e vidro. Para este projeto, ele convidou Eduardo Rezende, fotógrafo que se relaciona com o universo da moda, área em que o corpo costuma ser fotografado de forma idealizada. Para Gravitas, o corpo se transforma em estrutura escultórica em diálogo com pedras brutas. Aqui, o esforço físico, a deformação e a tensão entre corpo e peso constroem um novo sistema de relações. O conjunto fotográfico inverte a lógica tradicional da escultura, em que o artista talha ou modela uma matéria inerte. Nas fotografias de Rezende, pedras brutas funcionam como elemento ativo, imprimindo seu peso sobre modelos de diferentes tipos físicos, escolhidos para a série. Mãos, braços e torsos reagem ao contato direto com a pedra, e as mãos aparecem como ponto de transferência entre os dois materiais. As fotografias são em preto e branco, de grande formato, com alto contraste. Na entrada do MACS, duas pedras ficam disponíveis para o público. Os visitantes podem tocar, levantar e sentir o peso desses elementos, o que estende para o espaço expositivo a experiência física registrada nas imagens. Uma agenda de atividades educativas liderada por Sadao Mori acompanha o período da exposição.

O título do projeto parte do termo latino gravitas, que remete simultaneamente ao peso físico e a um sentido de rigor. Túlio Pinto ocupa posição de referência na escultura contemporânea brasileira. Realizou exposições individuais no Brasil e no exterior, entre elas Cerrado Cultural, em Brasília; Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba; Millan, em São Paulo; Bienal de Vancouver (2014, Canadá); Phoenix Institute of Contemporary Art (2015, Estados Unidos); Fondamenta Sant’Apollonia, em Veneza; e Piero Atchugarry Gallery. Recebeu prêmios como o 65º Salão Paranaense e o Prêmio Energisa Artes Visuais e tem obras em coleções institucionais, como as do Museu Marta Herford, na Alemanha; da Fundación Pablo Atchugarry, no Uruguai; e do Museu Oscar Niemeyer, no Brasil, além de coleções privadas.

Eduardo Rezende é fotógrafo com atuação no Brasil e no exterior. Sua produção aborda arquitetura, paisagem e espaços em transformação. Expôs individualmente na Piero Atchugarry Gallery, em Miami; em Torino; na Art Basel Miami; na Casa Gabriel, em São Paulo; e na Pair Gallery, entre outros espaços. Participou de mostras coletivas como o Art Factory Project, em Miami, e a mostra Flávio de Carvalho Desveste, no MuBE e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Participou de residências artísticas e assinou editoriais para publicações como Vogue, Harper’s Bazaar, L’Officiel e Elle.

A abertura da exposição acontece em 15 de agosto, data que marca o aniversário de 372 anos de fundação de Sorocaba. A escolha do dia reforça o compromisso do MACS com a agenda cultural da cidade. — Carol Paiffer, presidente do MACS

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