Giovanna Nucci | Galeria Fayga Ostrower, Complexo Cultural Funarte

O Ministério do Turismo, a Secretaria Especial da Cultura e a Fundação Nacional de Artes – Funarte trazem a Brasília a exposição Pares Díspares, que reúne 30 fotografias de autoria de Giovanna Nucci. A mostra será aberta no dia 11 de novembro, quinta-feira, às 18 horas, na Galeria Fayga Ostrower, no Complexo Cultural Funarte. As fotos são apresentadas em 15 pares, compostos por uma imagem do Rio de Janeiro e outra de São Paulo, propondo um diálogo entre os patrimônios históricos das duas cidades.

O projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte Artes Visuais 2020/2021 – O diálogo entre o patrimônio histórico da cidade do Rio de Janeiro e o brasileiro, presente nas artes visuais, na arquitetura e nos espaços urbanos. Pares Díspares, que tem curadoria do crítico de arte Enock Sacramento, coordenação de Ely Iutaka e montagem de Hiro Kai, foi classificado em primeiro lugar.

Pares Díspares

Segundo o curador da exposição, “o processo criativo dessa série teve início há quinze anos, quando Giovanna Nucci colocou lado a lado fotografias de um detalhe da escultura do Cristo Redentor, do Rio de Janeiro – criação conjunta do engenheiro Heitor da Costa Silva e dos artistas plásticos Carlos Oswald e Paul Landowski –, com a de uma figura do Monumento das Bandeiras, do escultor Victor Brecheret, de São Paulo, e conclui: “A fotografa optou, desde o início, pelas imagens em preto e branco, o que conferiu à série uma potente carga expressiva”.

Além de proporcionar esse diálogo entre duas esculturas ícones do Rio de Janeiro e de São Paulo, Giovanna Nucci relacionou, com suas fotografias, os aeroportos Santos Dumont e Congonhas; os Arcos da Lapa e os da Rua da Jandaia; o Gabinete Português de Leitura do Rio com a Biblioteca da Universidade Mackenzie, de São Paulo; o desenho curvilíneo das calçadas da orla de Copacabana com as curvas do Edifício Copam paulista; os estádios Maracanã e Pacaembu; as arquiteturas contemporâneas do Museu do Amanhã, carioca, e da Japan House, paulista; as torres do relógio da Central do Brasil e da Estação da Luz; as arquiteturas do MAM/RJ e do MAM/SP; os teatros municipais das duas cidades; e assim por diante.

A mostra deixa vislumbrar que se trata de duas cidades diferentes, porém semelhantes em muitos aspectos, remetendo ao filme Tão longe, tão perto, de Wim Wenders.

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