Gesù è nato a Napoli – MAS/SP

A intenção dessas representações era comunicar a beleza e a simplicidade do mistério de fé, do Deus que se fez homem.”

Dom Devair Araújo da Fonseca

 

 

Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, em conformidade com todos os protocolos definidos pelas áreas competentes, abre a exposição Gesù è nato a Napoli, sob curadoria de Marcelo Sampaio Ramos, em celebração às festas natalinas. O momento presente impede que tenhamos comemorações festivas; “a forma que encontramos para atingir o objetivo foi essa exposição, versando sobre a lenda, tão acalentada pelos Napolitanos, de que Jesus nasceu em sua cidade”, explica o diretor do MAS/SP, José Carlos Marçal de Barros.

Ao chegar às dependências do MAS/SP, o visitante é transportado para o Velho Continente, mais precisamente Itália e recebido por uma mesa de festa guardada por anjos heráldicos para recepcioná-los. “Os anjos, inspirados nas obras de Valerie Clarebout, criados por Vagner Rodrigues, são os grandes anfitriões do caminho. Eles estão presentes, pontuando o percurso revestido de transparências e sobreposições em verde, que remetem a delicadeza de Ianelli”, explica o curador.

Os 11 anjos, tramados em alumínio pelas hábeis mãos de Vagner Rodrigues, inserem a contemporaneidade ao ambiente histórico e assumem a função de guardar e indicar o caminho a ser percorrido até a cena mais representativa: um exemplar do Presépio Napolitano elaborado pelo arquiteto Omar Moreschi. O trajeto é pontuado por verdes diáfanos que aproximam o cenário internacional aos nossos tons e verdades brasileiras. “Os verdes, continuam verdes, mas mais tropicais e frescos trazendo a sensação de renascimento ou primavera; os vermelhos não incluem azevinhos, mas a tonalidade das pimentas que inserem nossa picância e insolência. O caminho que leva à cena principal convida o público a participar de nossa celebração”, diz Marcelo Sampaio Ramos.

Ao chegar à sala, as boas-vindas vem na forma de uma ária da ópera ‘La Cantata dei Pastore’ que versa sobre a lenda de um menino pastor que sonhou com o nascimento de Jesus em Nápoles. O ambiente envolto por várias camadas delicadas e leves de voil verde, com pontos de luz, levam ao presépio napolitano de 129 peças de Omar Moreschi. “O presépio no mundo assume muitas formas de expressão, mas a forma napolitana, que teve início no século XVIII, na minha opinião, continua a ser a maior invenção que transformou a representação presepista, tornando-se única no seu gênero.(…) A unicidade do presépio napolitano não se baseia somente na técnica de realização, mas principalmente na sua ambientação De fato, para os napolitanos, Jesus nasce em Nápoles, em terra Campana, entre os povos do reino. Nasce nas ruas de Nápoles, que de repente se torna o grande cenário do evento”, explica o escultor e artista presepista napolitano Ulderico Pinfildi.

A celebração do Natal é a única certeza que nos acompanhou durante o ano 2020, tão diferente e, por vezes, doloroso. Que a esperança que abraça os corações nesse período sirva como balsamo para embalar os espíritos para as batalhas e conquistas que ainda estão por vir. Um brinde aos aprendizados do ano que termina e força para os novos desafios e conquistas.

 

INGRESSOS DEVEM SER ADQUIRIDOS ATRAVÉS DO SITE DO MUSEU

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