A cada dois meses, o Projeto Maravilha, no Pão de Açúcar, convida especialistas para realizarem uma proposta diferenciada com o público que visita o local. Conversas, oficinas, performances, trilhas interpretativas com biólogos e educadores ambientais, histórias ancestrais e contos da floresta, debates sobre futuros possíveis, sustentabilidade e mudanças climáticas são algumas das atividades realizadas pelo programa educativo do Maravilha.
(O Projeto Maravilha marca a criação do Bosque das Artes, no Parque Bondinho Pão de Açúcar®, novo espaço de arte contemporânea ao ar livre. A iniciativa, idealizada pelo gestor cultural carioca Fabio Szwarcwald, apresenta esculturas em grande formato do artista plástico Carlos Vergara.)
No dia 28 de maio, o projeto apresenta GEOPOÉTICAS COADJUVANTES, próxima edição de seu programa especial com os convidados Luiz Guilherme Vergara e Jessica Gogan. A proposta é ter uma “conversa-ação” tecendo conexões geopoéticas entre os processos e materiais do artista Carlos Vergara e seus diálogos co-adjuvantes de criação a céu aberto. Propomos iniciar o encontro com um momento histórico através de filmes do Vergara dos Domingos da Criação, realizados nos jardins do MAM Rio em 1971, com a vista do Pão de Açúcar. Percorreremos o Bosque da Artes, tornando a conversa uma escultura-caminho para uma ação geopoética coletiva entre o céu aberto e a escuta do lugar gerando conexões fabulantes com a natureza ao redor.
Informações:
Horário: 10h30 às 12h30 (Retirada do ingresso para o bondinho 9h30 na Administração do Parque Bondinho Pão de Açúcar®
Local: Bosque das Artes, Parque Bondinho Pão de Açúcar®, Urca
Tema central: Materiais e processos do artista a céu aberto
A equipe do projeto oferece cortesia de 25 ingressos para o Bondinho sem custo, especialmente para o encontro através do formulário de inscrição disponível na página do Projeto Maravilha.
A gratuidade será concedida às primeiras 25 pessoas que comparecerem para a retirada do ingresso no dia do evento, por ordem de chegada.
O encontro será no Bosque das Artes, acessível apenas por escadas. Recomendamos o uso de roupas confortáveis, protetor solar, repelente e levar garrafa para água. Em caso de chuva forte o evento será adiado.
Sobre os convidados:
Jessica Gogan é pesquisadora e diretora do Instituto MESA e editora geral da Revista MESA. Doutora em História da Arte pela Universidade de Pittsburgh (2016). Pesquisa as interfaces entre práticas artísticas, clínicas e pedagógicas. Organizou os livros Não sei o que dizer mas desejo profundamente que você me escute (2024) reunindo perspectivas das relações entre arte e clínica e Domingos da Criação: Uma coleta do experimental na arte e educação (2017) com Frederico Morais. Coordenou com Carlos Vergara um desdobramento coletivo de sua intervenção pública Farmácia Baldia na época da sua exposição no MAC Niterói (2013).
Luiz Guilherme Vergara é professor associado do Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense (UFF). Membro do Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes. Através do Grupo de Pesquisa (CNPq), ‘y’nterfluxes contemporâneos arte-comunidade-natureza, vem desenvolvendo estudos teórico-prático sobre as confluências emergentes entre ecologia-ética e estética em jogo nas relações entre curadoria-arte-educação contemporânea. Autor do livro: Pragmatismo Utópico (2023) e Dossiê Escola de Arte e o Devir Floresta para a Revista Poiesis – PPGCA UFF (2019). É co-editor da Revista Mesa. Curador da exposição Carlos Vergara: Sudário no Museu de Arte Contemporânea do Niterói (2013), instituição onde também foi curador-diretor (2005-2008/2013-2016).
EXIBIÇÃO DOS FILMES HISTÓRICOS DE CARLOS VERGARA
No encontro Geopoéticas Coadjuvantes, serão exibidos trechos de filmes históricos do artista Carlos Vergara que foram incluídos no documentário realizado sobre os Domingos da Criação “Um domingo com Frederico de Morais”. Vamos exibir dois filmes de Vergara, um sobre o “Domingo de Papel”, mostrando a proposta do artista que usou uma bobina de 150 quilos para fazer um teatro de papel, com esculturas vivas. E o outro trecho do filme que mostra o “Domingo por um Fio” onde vemos um registro das ações desse dia que reuniu cerca de duas mil pessoas, entre adultos e crianças, que exercitaram livremente sua imaginação com fios de diferentes materiais, além de artistas que participaram com trabalhos especialmente criados para o happening. No evento, a mãe do artista realizou uma proposta de crochet entre os pilotis do MAM.

