GEOMÉTRICAS: PERSPECTIVAS FEMININAS | LURIXS: Arte Contemporânea

A LURIXS: Arte Contemporânea apresenta GEOMÉTRICAS: PERSPECTIVAS FEMININAS. A primeira exposição coletiva com curadoria e texto de Christiane Laclau, inaugura também a agenda
2021 da galeria. A abertura acontece na terça-feira, 06 de julho. Para a segurança e bem-estar de todos, a visitação será mediada por um agendamento online. A entrada e permanência no local está condicionada ao uso de máscara que cubra o nariz e a boca.

A seleção de cerca de 35 obras, que ocupam as duas galerias do prédio da LURIXS no Leblon, propõe um diálogo entre diferentes conceitos, pesquisas, propostas e abordagens de seis artistas —
três delas representadas pela galeria: Amalia Giacomini, Elizabeth Jobim e Renata Tassinari e três convidadas: Alice Gelli, Marina Rodrigues e Marina Caverzan — em torno de um universo comum: o abstracionismo geométrico.

A curadora aposta “no frescor e na leveza poética de sua interpretação aos olhos da sensibilidade de mulheres” em contraponto ao pensamento tradicional da racionalidade geométrica,
no qual ela destaca “predominava o universo masculino”. As provocações estéticas, éticas e filosóficas estão no interesse conceitual e plástico de Alice Gelli pela desconstrução, que altera a percepção ordinária dos planos e, assim como Renata Tassinari, faz uso da estrutura como assunto da obra. Na ressignificação artística de materiais mundanos que marca tanto a produção de Marina Rodrigues quanto a intrigante configuração espacial de Amalia Giacomini. Na experiência tátil que nos desperta Elizabeth Jobim ao se valer do linho colorido para elaborar suas novas pinturas a partir das sensações motivadas pela necessidadede recolhimento e precaução. Ou ainda, no limite entre o abstrato e o etéreo que as investigações de Marina Caverzan engendram por meio de linhas e formas geométricas simples que sensibilizam uma dimensão invisível aos olhos.

Deste modo, Laclau acredita que a exposição se impõe como uma forma de saudar e celebrar a coragem, o talento e a ousadia destas artistas, que levam adiante a geometria feminina
nos caminhos abertos pelas pioneiras Lygia Clark e Ligia Pape, herdeiras das tradições construtivas do Stjil, da Bauhaus e do construtivismo russo.

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