Gabriela Noujaim | Museu Nacional da República

Gabriela Noujaim, Livro Latinamerica, 2020 - caixa | FOTO: Rafael Adorján

Latinamerica é a primeira exposição individual da artista Gabriela Noujaim [Rio de Janeiro, 1983] em Brasília, e ficará em cartaz no Museu Nacional da República de 17 de setembro a 07 de novembro de 2021, com a curadoria de Sissa de Assis. A exposição reúne mais de dez gravuras e uma instalação com 78 máscaras cirúrgicas com a impressão em serigrafia de um mapa da América Latina em vermelho.

Estará também na exposição o livro de artista Latinamerica 2020, uma caixa- experiência em edição limitada, trilíngue (port/ingl/esp), contendo serigrafias em vários suportes, textos um pendrive com o vídeo Mulheres Latinamericas 2020 (3′ 33″), que poderá ser visto em looping pelo público.

Em abril de 2020, Gabriela Noujaim passou a criar uma série de serigrafias em máscaras cirúrgicas, onde estava estampado o mapa da América Latina. Ela enviou essas máscaras por correio, seguindo todo o protocolo anti-Covid, para mulheres de várias partes do países de distintas áreas de atuação. Como parte do trabalho, essas mulheres fizeram selfies portando a máscara recebida, que foram encaminhadas para a artista. Estas fotografias se desdobraram no vídeo, e no livro, produzidos no ano passado. As fotografias ilustram sete relatos das mulheres que participaram do trabalho, com suas experiências durante a pandemia.

Gabriela Noujaim conta que o “impacto negativo da pandemia nas mulheres se tornou algo latente, revelando questões extremamente urgentes na América Latina, principalmente pelas condições precárias de trabalhos informais – cuidadoras e trabalhadoras domésticas, por exemplo, além do aumento da violência contra a mulher, somado aos casos de mortes pelo vírus entre indígenas e demais mulheres em situação de vulnerabilidade”. Foi esta situação que moveu o trabalho da artista, exposto agora no Museu Nacional da República em Brasília.

No espaço expositivo encontram-se gravuras produzidas durante a pandemia que se relacionam com o corpo da artista, tendo a impressão do mapa da América Latina como marca registrada de uma identidade em forma de cicatriz na pele.

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