Gabriela Costa | Galeria Caribé

Com curadoria de Theo Monteiro, a mostra Verticalidades reúne 30 obras em dimensões variáveis que têm como principal característica a escala cromática em degradê. As pinturas da artista ultrapassam a bidimensionalidade por meio da técnica desenvolvida após quatro anos de pesquisa de materiais e métodos. A sobreposição de três camadas de lona cria volume e preenche vazios, proporcionando ao público uma experiência imersiva nas telas.

Formada em Design pela Fundação Armando Álvares Penteado, Gabriela aplica seu conhecimento em desenho industrial para criar o efeito volumétrico a partir de superfícies planas. Em uma proposta construtivista, a artista sobrepõe três telas, sendo a intermediária e a externa filetadas sem seguir padrões pré-estabelecidos, como uma forma de explorar os recursos geométricos que se desdobram em efeitos visuais marcantes.

“Embora tenha trajetória na pintura, a artista tem interesse pelo escultórico, pelo tridimensional. Antes de partir para o espaço, no entanto, ela acaba por decompor totalmente a planaridade da tela, transformando o próprio quadro em objeto”, pontua o curador Theo Monteiro. No entanto, a nova série tem como principal elemento a cor, que se desdobra à medida que olhos percorrem a tela.

O uso de tonalidades puras em degradê cria a sensação de vibração no olhar do espectador, que é a maior preocupação no processo criativo artista. “Gosto de pensar nas sensações que causo no público com o meu trabalho”, conta. A disposição das linhas e o uso das cores acontecem em harmonia, provocando um efeito de movimento capaz de captar a atenção do público.

Para Gabriela, tão importante quanto a técnica é a energia que emprega na composição das obras. “Como uma música, a tela invade a casa de uma pessoa. Temos que colocar uma boa energia”, afirma a artista, que consegue unir metodologia e subjetividade em sua coletânea.

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