Gabriel Pessagno | J.B. Goldenberg Escritorio de Arte

J.B. Goldenberg Escritório de Arte exibe, pela primeira vez com os espaços preenchidos com suas criações, a mostra “Brasil ainda colônia” do artista Gabriel Pessagno. A curadoria assinada por Antonio Carlos Suster Abdalla, seleciona 15 trabalhos inéditos do artista. “Ao nos aproximamos de Gabriel, deparamo-nos com um mundo vibrante e criativo que atrai jovens talentos – alguns bastante reconhecidos, mas em sua grande maioria, profissionais discretos, de labor fundamental para as surpresas desse universo quase sempre inacessível: a Alta Costura”, declara o curador.

Sua graduação em artes visuais, somada à sua habilidade manual e interesse pelo segmento têxtil criativo fez com que a migração para a busca de mais conhecimento no segmento de moda socorresse de forma orgânica. Seu estudo em Paris, no Haute Couture Embroidery professional training na Maison Lesage de Paris, cuja admissão parâmetros de exigência de perfeição, transformou Gabriel Pessagno em um embroidery artist de altíssimo padrão. Como explica o curador, “o bordado – cultivado em suas ricas e múltiplas variantes, desde as mais tradicionais e clássicas, até efeitos de ilusão de ótica, múltiplas texturas, iluminação, matizes de cores e filigranas que enriquecem os tecidos e as criações exibidas com orgulho nas passarelas da moda”.

Seu atual desafio em assumir criação artista autoral e conceitual, vem de sua necessidade de envolvimento com o agora, com seu testemunho do tempo em que está vivendo. Utilizando seu conhecimento e reconhecimento no segmento fashion, Gabriel transporta suas habilidades para artes-plásticas e nos apresenta seres de nosso cotidiano retratados com a delicadeza de pontos e cores. Nas palavras de Gabriel Pessagno, “ao invés de pincéis e tintas, como seria de se esperar, eu bordo para mostrar o que me emociona”.

Como definido por Antonio Carlos Suster Abdalla, “Gabriel mostra-se um interlocutor das necessidades mais urgentes do dia a dia e dá sua contribuição para olharmos o que não se quer ver diante de todos nós. Veste com talento inusitado algo semelhante ao que um gênio como Joãozinho Trinta tornou deslumbrante: revelar com arte e beleza o que injusta e infelizmente nos acostumamos a desprezar”.

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