A colagem analógica aparece como território de investigação sobre identidade e memória na exposição “Traços do Ser – Fragmentos e Contornos”, primeira mostra individual do artista visual Gabriel Francesco.
Reunindo mais de 30 obras inéditas, a exposição apresenta composições construídas a partir de recortes de revistas, livros e imagens impressas, deslocados de seus contextos originais e reorganizados em novas configurações visuais. Nesse processo, fragmentos de narrativas tornam-se matéria para a construção de outras possibilidades de sentido.
A colagem analógica, central na pesquisa do artista, é explorada como linguagem capaz de evidenciar a sobreposição de experiências, referências culturais e memórias na construção da identidade. O gesto de recortar e recombinar imagens funciona como uma espécie de cartografia do ser.
Natural de Jacareí e residente em Jundiaí, Gabriel Francesco é biólogo de formação e atua na captação de córneas para transplantes, experiência que atravessa sua percepção sobre o tempo, a transformação e a fragilidade da vida.
Partindo da indagação “somos o que absorvemos?”, a exposição propõe que cada obra funcione como uma composição de fragmentos — imagens, memórias e referências reorganizadas em novas camadas de significado.
“Traços do Ser – Fragmentos e Contornos” integra um projeto contemplado pelo edital municipal da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB 2024), com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura de Jundiaí.


