Franklin Cassaro | Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro apresenta a exposição “Cassaro e as dobras no espaço-tempo”, um panorama da produção do artista Franklin Cassaro, nascido no Rio de Janeiro, em 1962. Dentre as obras que irão ilustrar seu processo criativo, com instalações, esculturas e desenhos, em diversos materiais, estará o inflável interativo “Volume flutuante bioconcreto e branco” (1999), em formato de cruz, com lateral de 9 metros e altura de 3 metros, pertencente à Coleção MAM Rio.
As esculturas cobrem um período de 1996 até agora, e são feitas à mão pelo artista em materiais variados como papel, alumínio, tetrapack, látex, vidro, água, papel carbono, silicone, bioacrílico autopolimerizante, metal, gesso, vinil, plástico, náilon e folha de ouro. São 50 obras no total, mas 18 delas são coleções de várias peças.
Os curadores destacam que as dobras do espaço-tempo do processo de Cassaro estão apresentadas com base em conceitos “cosmológico-ficcionais” do artista, “que as tornam, durante a exposição, um único trabalho”.
Uma particularidade da produção de Franklin Cassaro é o fato de que suas esculturas se autossustentam, sem a necessidade de bases ou outro recurso. No caso de “Cubo cativo preto” (2010), em náilon com tamanho de 70m por 70m, por exemplo, a sustentação é o vento. “Escultores modernos como Wladimir Tatlin (contrarrelevos) ou Alexander Calder (móbiles) puderam revolucionar a escultura tradicional liberando-a do peso do bloco”, observam Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes. “Primeiramente nos infláveis, e depois em toda sua obra subsequente, Cassaro investiga diferentes possibilidades de autossustentação da escultura sem quaisquer outros recursos que não os de sua materialidade”.
Para a exposição, Franklin Cassaro selecionou obras de sua produção e construiu uma narrativa a partir delas. As obras estão reunidas em núcleos ora mais densos, ora mais rarefeitos, como um “jardim interplanetário”. Uma instalação aérea, com fios suspensos que se cruzam no espaço do Salão Monumental – onde podem ser vistos pequenos objetos metálicos que lembram foguetes – ajuda a formular novas questões ao mesmo tempo em que serve de elemento de ligação dos trabalhos expostos.
 

Compartilhar: