O Centro Cultural Justiça Federal – CCJF inaugura exposição de arte contemporânea: Lona Preta: o MST no Olhar de Francisco Proner, do fotojornalista Francisco Proner. A mostra ocupará o gabinete de fotografia, no primeiro andar do CCJF, localizado no Quadrilátero Cultural, na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro. A mostra se estende até dia 16 de fevereiro de 2025. A curadoria é de Evandro Salles, curador do CCJF.
De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), fundado em 1982, “Lona Preta” é mais do que uma barraca, morada de milhares de pessoas que lutam pela reforma agrária no país. “É um rito de passagem, um símbolo presente na transição entre o acampamento e o assentamento das famílias sem-terra, o caminho para a conquista da terra. É o retrato da luta contra o latifúndio, a segregação e as injustiças sociais que castigam esse país”. O nome “Lona Preta”, cercado de significados implícitos, inspira a mostra do jovem fotógrafo Francisco Proner que tem nas questões sociais e políticas ponto de maior interesse. As fotografias da exposição Lona Preta: o MST no olhar de Francisco Proner começaram a ser feitas no início de 2022, período pré-eleições presidenciais, em visita a um acampamento do MST, em Cascavel (PR), berço do movimento.
O fotógrafo passa então a documentar a luta e a vida destas pessoas pela democratização das terras brasileiras e pelas mudanças sociais no Brasil. Documentando os acampamentos do MST por todo o país, Proner espera despertar um maior entendimento sobre os objetivos e como os movimentos sociais se organizam face às desigualdades históricas do país. “Sejam desigualdades territoriais, sociais, étnicas ou até uma sobreposição dessas todas, me interesso em registrar como as pessoas conseguem resistir e encontrar felicidade na luta pelos seus direitos. Acho que espaços como estes (para mostrar tal trabalho) são essenciais para possivelmente despertar mais interesse nesse conflito agrário que acontece pelos interiores do Brasil”, explica.


