Flora Paradoxa Nós | Galeria Reserva Cultural

O nome da flor dá título a exposição que reúne no Reserva Cultural com apoio da Eixo Arte Contemporânea os jovens artistas Clarice Rosadas, Filipe Britto e Pedro Pessanha, alunos e ex-alunos do Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense, em Niterói. Segundo o curador da mostra Ricardo Basbaum a produção se destaca pela disponibilidade experimental e o desejo de trazer suas práticas para um registro de diálogo com o cenário da arte contemporânea. Clarice Rosadas desloca desenho, pintura e escrita para um registro processual-performativo, enquanto Filipe Britto utiliza dispositivos técnicos como mediadores de ações videografadas a partir da vivência e experimentação de espaços e territórios. Pedro Pessanha por sua vez explora a superfície gráfica da letra, da palavra e do livro num domínio consciente dos recursos construtivos e de modulação das formas, também como imagem.  Nesta exposição os artistas conduzem suas obras a partir de um olhar de longo alcance, cultivando a ambição e o desejo dos encontros fortes. Os lugares se refazem e os trabalhos expostos investem na construção do que está por vir, diz o curador Ricardo Basbaum. Flora paradoxa nós é uma flor rara, lembra ele, de impulso colaborativo, estabelecendo-se como agente simpoético de produção coletiva. Esta exposição funciona de modo dinâmico e as obras presentes se referem umas às outras, em mútuo contato – do desenho-escritura ao objeto e à imagem, sempre em atravessamento. Entre as dimensões políticas da arte contemporânea está o agrupamento dos corpos, seu funcionamento conjunto, a partilha de esforços no redesenho de limites, na produção de coletivos desafiadores. Flora paradoxa nós multiplica perfumes, aguça, adoça, atrai e floresce, intermitentemente, conclui.

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