FLÁVIO PACHECO | GRAVURA GALERIA DE ARTE

O artista visual Flávio Pacheco ocupa a sala Branca da Gravura Galeria de Arte, em Porto Alegre, com obras que produziu para a exposição Janela do Tempo.

Flávio graduou-se em Artes Visuais pela Universidade FEEVALE, de Novo Hamburgo (RS), em 2017. Mas seus primeiros cursos de artes datam de meados da primeira década dos anos 2000.

Ele estudou com Enio Lippmann, Ariadne Decker, Carlos Wladimirsky. Sua primeira individual, “A Potencialidade da Matéria”, aconteceu em 2008. Flávio também é formado em Medicina e exerce a profissão.

Conforme o artista, Janelas do Tempo provoca o espectador a uma experiência visual dinâmica e sensorial, na qual o olhar se desloca entre camadas de tinta, linhas e planos de cor. “A obra explora a relação entre movimento e estagnação, passado e presente, construindo uma materialidade que traduz a passagem do tempo. Sem um ponto focal fixo, a composição instiga a percepção e a inquietude do olhar, transformando a tela em um espaço de descoberta e reflexão sobre dualidades e transformações”.

 A exposição tem como intenção, de acordo com o Flávio, despertar o olhar do espectador, provocando uma dinâmica que inquieta a visão. “O movimento do olhar vai ao fundo, retorna, desliza de um lado ao outro, sobre contornos, linhas e bordas que margeiam os espaços numa constante interação entre a obra e o olhar.”

Ele admite ter dificuldade de escrever sobre Janelas do Tempo. “Imagino que isso se deva ao meu momento atual de vida, um período de divisão e mudanças pessoais. Acredito que Janelas do Tempo reflita exatamente isso”.

As figuras da série são janelas, tramas, retículas que representam dois mundos divididos, mas interligados por espaços e transparências. “O olhar atravessa essas camadas e percebe essa rede que, ao mesmo tempo, retém o que está por trás e permite revelar. As camadas de tinta são como camadas da vida: o que ficou para trás e o que está por vir”.

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