Flavia Junqueira | Zipper Galeria

A artista plástica paulistana Flavia Junqueira, exibe “O absurdo e a graça” em sua terceira mostra individual na Zipper Galeria, com texto crítico de Julián Fuks. Em um ambiente de sonhos, a artista busca criar o cenário do fantástico com seus registros imagéticos no salão principal da galeria.

As obras inéditas que compõe a mostra são registros de incluem desde edificações do final do séc. XIX a ícones da arquitetura modernista do séc. XX, onde a artista constrói cenários ironicamente luxuosos.

Elemento presente em todas as obras de Flavia, o balão é o grande personagem dessa série fotográfica, personificando papéis diversos: como elemento lúdico, cria a atmosfera de regozijo própria do universo visual da infância; como metáfora da decadência, assume o papel de espetáculo perene – ora os balões ocupam o lugar dos espectadores, ora, a posição da artista; outras vezes, assumem a simbologia criadora das narrativas, que se constituem em peças-chave nos espaços ocupados.

Os balões são inseridos nas cenas como metáforas, em monumentos concebidos para os próprios atos tanto de encenar como de contemplar. A arquitetura da representação transforma-se no ateliê da artista: “Teatro João Caetano”, em Niterói, construído em 1842; “Theatro da Paz”, Belém do Pará, de 1878; “Teatro Amazonas”, em Manaus, 1886; Cristo Redentor, Rio de Janeiro, 1922; Pavilhão Ciccillo Matarazzo, São Paulo, 1957. “Todos estes espaços são cenários compostos por inúmeras camadas históricas, do ciclo da borracha à industrialização e urbanização do país. Meu trabalho aplica mais uma dessas camadas nos monumentos”, afirma Flávia Junqueira.

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