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Em um cenário global onde a inteligência artificial generativa redefine as fronteiras da criação, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – FILE chega à sua 26ª edição reafirmando seu papel como vanguarda na intersecção entre arte, ciência e tecnologia.

Em um cenário global onde a inteligência artificial generativa redefine as fronteiras da criação, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – FILE chega à sua 26ª edição reafirmando seu papel como vanguarda na intersecção entre arte, ciência e tecnologia. De 20 de agosto a 11 de outubro, o Centro Cultural FIESP recebe a exposição A Intercriatividade, com entrada gratuita. A mostra desafia o público a compreender a criatividade como um processo compartilhado entre humanos, sistemas inteligentes, organismos vivos e ambientes tecnológicos.

Criado em 2000, antes do Facebook, YouTube, smartphones e da popularização da inteligência artificial, o FILE chega à sua 26ª edição mantendo uma pesquisa contínua sobre arte e cultura digital. Desde a sua primeira edição, em 2000, o FILE tem mapeado as transformações das expressões estéticas produzidas para o mundo digital. Este ano, o festival reúne cerca de 160 obras de artistas de 48 países, investigando como a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta para se tornar uma participante ativa nos processos criativos, perceptivos e relacionais. As obras resultam de um processo anual de pesquisa e seleção desenvolvido pela equipe curatorial em diálogo constante com artistas, festivais, universidades e centros de pesquisa de diversos países.

A abertura do FILE 2026 será marcada pela conferência inédita no Brasil Human Creativity versus Artificial Intelligence – [Criatividade Humana versus Inteligência Artificial], ministrada pelo matemático argentino-americano Gregory Chaitin, uma das principais autoridades mundiais em teoria algorítmica da informação e nos estudos sobre os limites da computação.

Ao lado da epistemóloga Virginia Chaitin, especialista em Filosofia da Ciência, o pesquisador discutirá questões centrais do pensamento contemporâneo: até que ponto a inteligência artificial pode reproduzir os processos criativos humanos? Existem formas de conhecimento, descoberta e imaginação que escapam aos algoritmos?

Reconhecido internacionalmente por suas contribuições à teoria da incomputabilidade e da complexidade algorítmica, Gregory Chaitin propõe uma reflexão sobre o papel da intuição, da criatividade e do inesperado na produção do conhecimento científico. Sua conferência estabelece o ponto de partida conceitual da exposição A Intercriatividade, que reúne cerca de 160 obras de artistas de 48 países para investigar as novas relações entre inteligência humana, sistemas computacionais e processos criativos compartilhados.

Mais do que discutir os avanços da inteligência artificial, a conferência explora o que permanece singularmente humano em uma era marcada pela expansão dos sistemas inteligentes: A Intercriatividade não busca respostas definitivas, mas convida o público a reconhecer, no interior dos sistemas mais complexos, aquilo que permanece em aberto, indeterminado e vivo, afirma a equipe curatorial composta por Ricardo Barreto, Paula Perissinotto, Clarissa Vidotto e Victor Sardenberg.

“Com o FILE 2026, o Centro Cultural FIESP e o SESI-SP reafirmam seu compromisso com o acesso à cultura, ao conhecimento e à inovação. Ao conectar arte, tecnologia e sociedade, o festival amplia o debate sobre as transformações contemporâneas e evidencia o papel da tecnologia como força estratégica para a economia criativa. É nesse cruzamento entre criatividade, inovação e desenvolvimento que o Centro Cultural FIESP atua, promovendo experiências que inspiram novas formas de pensar, criar e transformar”, destaca Taís Lara, diretora do Centro Cultural FIESP.

A mostra une obras digitais e inteligência artificial em instalações interativas e imersivas, realidades virtuais, realidades aumentadas, games, animações randômicas e generativas, música, vídeos, cinema, workshops de livecoding e arte urbana na Galeria de Arte Digital do Centro Cultural FIESP.

Entre os destaques estão as obras: Algorithmic Perfumery – Perfumaria Algorítmica (Frederik Duerinck); Ancestors – Antepassados (Hanna Haaslahti); Transmissions into the Void (Non-Linear) – Transmissões para o Vazio (Não-Linear); A Walled City – Uma Cidade Murada (Weidi Zhang & Rodger Luo); INEVITABLY BLUE – Inevitavelmente Azul (Sophia Bulgakova) e Gravidade VR (Amir Admoni e Fabito Rychter).

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