Felipe Góes | Galeria Kogan Amaro

Cores vivas e pinceladas vigorosas marcam o trabalho de Felipe Góes, autor de um universo onírico, por vezes caótico, composto de cenas que emergem de sua memória visual. Ele abre as portas desse mundo em Cataclismo, exposição que ocupa o mezanino da Galeria Kogan Amaro, de 8 de agosto a 6 de setembro.

“São paisagens surreais, em que lava e água coexistem e se confundem, habitam nosso imaginário”, diz Ana Carolina Ralston, curadora da mostra, em reflexão sobre as telas de Góes.

O artista encontrou no acaso uma de suas principais estratégias de criação. Sem limitação de esboço ou imagem como ponto de partida, a obra de Felipe Góes é concebida durante o processo do fazer artístico, pautado somente pela tela em branco, os pincéis, as cores e a memória.

“Há quase um ano tenho migrado meu trabalho para esse lugar imaginário, em um processo constante de renovação que vai das formas à paleta, passando pelas dimensões das obras, que tomam cada vez mais corpo”, explica Góes.

Sem títulos, as telas de Felipe Góes remetem a um lugar íntimo que coexiste em seu imaginário de artista e também no de seu espectador.

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