Fabricio Lopez | Galeria Marilia Razuk

Yamatãma – o antitrauma de Fabricio Lopez.
Esta mostra reúne trabalhos inéditos e recentes do artista, incluindo cinco xilogravuras em grande formato, duas matrizes pintadas e uma série de desenhos à nanquim sobre acetato.
O título Yamatãma, neologismo criado pela filha do artista, é uma evocação a cura, uma palavra profética e misteriosa com poderes específicos. A palavra foi apropriada dos desenhos dela e utilizada pela sonoridade que evoca, nomeando uma série de trabalhos inéditos.
Em sua segunda individual na galeria, Fabricio recria fragmentos de paisagens, frutos de situações pessoais vividas nos últimos três anos. Sua produção atual revela o interesse crescente pelo caráter pictórico das imagens produzidas em xilogravura onde o papel impresso e a matriz desdobram-se em peças autônomas e únicas.
Ao explorar o repertório de matrizes em diversas impressões, diante de um uso quase indiscriminado da cor, a madeira gravada adquire um sentido próprio, determinando um esgotamento de sua função e passando a servir como novo plano para uma possível pintura.
Conjuga cor e o próprio desenho gravado na superfície da matéria, unindo resquícios de impressões em aplicações direta de tinta com o rolo de borracha.
Já as imagens impressas surgem sem um programa de impressão pré-estabelecido fazendo com que a ordenação das diversas informações vindas de matrizes seja laboriosa: do desenho à transferência para madeira, a gravação e posteriormente a impressão. A cor atua como elemento narrativo e combinatório entre os planos.
Da forma como trabalha, aliando a grande escala ao gesto alargado do corte da madeira, Fabricio dá a xilogravura – uma das mais antigas linguagens artísticas- uma nova perspectiva.

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