Esperanças | Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP)

Por um instante, Andrey Rossi, 2021

O Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP) inaugura no próximo sábado, 26 de Junho, a segunda mostra do Projeto Luz Contemporânea. “Esperanças” tem curadoria de Simon Watson e apresenta obras que são uma resposta artística às reflexões provocadas pelo período da pandemia, colocando artistas contemporâneos em diálogo com o acervo do Museu.

A exposição conta com a participação de 12 artistas e 12 curadores e críticos de arte convidados, que colaboram com textos sobre o trabalho de cada um dos participantes. Entre os artistas há nomes como Ana Júlia Vilela, Andrey Rossi, Brígida Baltar, Paulo Nazaré e Thiago Rocha Pitta, com textos por Thierry Freitas, Marcio Harum, Pollyana Quintella e Ulisses Carrilho, entre outros nomes de grande expressão no circuito das artes.

A pandemia do coronavírus motivou em muitos de nós uma revisão de valores pessoais e do que realmente é essencial, enquanto acontecimentos individuais e coletivos nos confrontaram com a efemeridade da vida. Em reação a essas reflexões, muitos dos trabalhos expostos discutem a impermanência, como a obra “Tempo que ainda não é”, de Andrey Rossi.

A tela mostra um cômodo em ruínas com paredes rachadas, azulejos manchados e um par de sapatos caídos na entrada, sugerindo uma situação de abandono. Porém, plantas brotam através das rachaduras no chão e nas paredes, um indício de que apesar da degradação observada, a vida encontra formas de persistir. Se a impermanência é uma das características que define a vida, então ela também se aplica aos momentos difíceis, podendo tornar-se uma fonte de esperança.

A exposição acontece até 22 de Agosto, com visitação gratuita aos Sábados. A ocupação máxima simultânea do local é de 30 pessoas, seguindo o plano de transição do Governo do Estado.

O Projeto LUZ Contemporânea é uma parceria entre o Museu de Arte Sacra e Simon Watson. O programa idealizado pelo curador canadense ocupará a instituição com 3 exposições anuais, individuais ou coletivas de artistas contemporâneos, totalizando 12 exposições ao longo dos próximos anos.

Taciturno, Andrey Rossi, 2021

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