O fluxo da beleza e a paisagem da alma: Andy Rodrigues propõe um “raio X metafórico” da existência em nova pesquisa poética na Galeria Berlin dia 08/07
A partir de imagens icônicas, o artista visual questiona o culto contemporâneo à juventude e revela a unidade biológica e subjetiva que nos conecta por baixo da pele na Exposição “ELA PERGUTOU ONDE NASCEM OS RIOS. NOS OLHOS EU DISSE”.
No dia 08/07 (quarta-feira), às 19h, abre ao público na Galeria Berlin a exposição ELA PERGUNTOU ONDE NASCEM OS RIOS. NOS OLHOS EU DISSE, do artista visual Andy Rodrigues com curadoria de Gilma Mello.
Em tempos de culto excessivo à imagem, à juventude e às aparências estéticas, o artista propõe uma desaceleração do olhar. Utilizando imagens icônicas como ponto de partida, Andy desenvolve uma poética investigativa que mergulha nas questões da transitoriedade e do caráter efêmero da beleza frente à contemporaneidade.
O resultado é um conjunto de obras que são verdadeiros raios X metafóricos. Longe de buscar uma dissecação anatômica ou científica, a pesquisa de Andy se direciona para o que ele define como a “aparência interna”, revelando uma paisagem da alma — um território puramente subjetivo e desprovido de cartografias prévias.
“Ao ato de olhar deve suceder o ver; ao ver, deve-se agregar o observar”, aponta o texto crítico da pesquisa. “Se o olhar constitui contato superficial, o observar implica uma relação de profundidade com a diversidade existencial.” explica a curadora.
Para dar corpo a essa investigação sobre o efêmero e o invisível, o artista se utiliza de diversas linguagens e suportes visuais, transitando por técnicas, Andy Rodrigues materializa a fluidez e a transitoriedade que propõe em seu conceito, transformando a experimentação técnica em uma extensão direta de sua poética sobre a beleza e a impermanência.

