Eduardo Hargreaves | Centro Cultural Yves Alves

Um dos mais importantes festivais de artes integradas do país, o Festival Artes Vertentes – Festival Internacional de Artes de Tiradentes está completando 10 anos.  A décima edição apresenta uma intensa programação que abrange as diversas linguagens artísticas que, tradicionalmente, integram a programação do festival e será realizado em dois períodos: entre os dias 25 de novembro de 2021 e 20 de fevereiro de 2022.

Na exposição “Brasil, Hy-Brasil”, de Eduardo Hargreaves. Por meio da pintura, de objetos e de animações, o artista mineiro reflete sobre as relações construídas entre o íntimo de um indivíduo e o lugar e paisagem que o norteiam.

O FAV 2021 faz uma homenagem à socióloga Bárbara Freitag e ao diplomata Sérgio Paulo Rouanet, que conflui com a criação do Instituto Rouanet, com sede em Tiradentes, que se dedicará a proteger e expandir o legado do pensamento do casal Freitag-Rouanet, em defesa da cultura e da educação, em uma perspectiva universalista e iluminista, com uma ênfase na emancipação e no respeito à dignidade humana, em favor da razão, da liberdade e dos direitos humanos e contra toda e qualquer forma de repressão.

Há também residências artística, que reafirmam o propósito de transformar Tiradentes em uma plataforma de encontros e fomentar o diálogo entre a arte contemporânea e o rico patrimônio arquitetônico de Tiradentes. Então, a primeira etapa do Festival Artes Vertentes recebe, ainda, quatro residências artísticas em 2021: os ilustradores Marilda Castanha e Nelson Cruz, a ceramista francesa Mari Mael e o artista visual capixaba Rick Rodrigues. Indicado ao Prêmio Hans Cristian Andersen, prêmio equivalente ao Prêmio Nobel para a ilustração, Nelson Cruz se propõe a realizar o mapeamento das árvores existentes no município de Tiradentes, assim como a percepção dessa flora como uma grande farmácia a céu aberto. O processo integrará a população tiradentina, promovendo um diálogo entre a oralidade local e o importante conhecimento transmitido pelos artistas viajantes naturalistas sobre a flora da região. A presença da água no município de Tiradentes e na região, a rica biodiversidade ligada a este elemento, o Rio das Mortes e o simbolismo deste curso fluvial na história de Minas Gerais, estado profundamente marcado pelo extrativismo mineral, são os impulsos que guiarão os processos artísticos de Mari Mael e Rick Rodrigues. Já Marilda Castanha concluirá durante a sua residência uma instalação que começou a ser concebida durante dois tempos de residência artísticas anteriores, realizados em novembro/dezembro de 2020 e julho de 2021. Às vésperas do centenário da Semana de Arte Moderna, Cobra Norato será o protagonista da instalação, um processo coletivo, realizado com as crianças, adolescentes e adultos de Tiradentes que participam da Ação Cultural Artes Vertentes. As residências artísticas do Festival Artes Vertentes são realizadas em parceria com o Sesc em Minas.

Desde 2012, ininterruptamente, o Festival Artes Vertentes vem apresentando uma programação artística que estimula diálogos entre as mais diversas linguagens e propõe, por meio da arte, reflexões sobre temas de relevância para a sociedade contemporânea. Nas últimas edições, cerca de 250 artistas de 33 países diferentes fizeram parte desta história.

Na sua décima edição, o Festival retoma o formato presencial e dá continuidade ao tema já trabalhado em 2020: o elemento Água.

O conteúdo gerado nesta ocasião permanece disponível para o público no canal YouTube do Festival Artes Vertentes (www.youtube.com/artesvertentes).

Para a segunda parte do festival, que acontecerá entre os dias 10 e 20 de fevereiro de 2022, o Artes Vertentes já tem confirmada a presença de importantes nomes do cenário artístico brasileiro e mundial: o fotógrafo cubano Nelson Ramirez de Arellano é um deles.

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