A exposição “Ecos do Moderno ao Contemporâneo” tem início no Centro Cultural Correios SP, em homenagem ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, que foi a primeira manifestação coletiva e pública da história cultural brasileira, em oposição às estéticas conservadoras do pós-guerra, a partir de 27 de abril (quarta), com curadoria de Edson Cardoso.
A coletiva traz os artistas plásticos Ademar Galvão F, Ana Augusta, Ana KARIRI, Ângela Vielitz, Ara Celis, Ariane Cole, Artur Teixeira, Avi Neto, Carmencita, Carol Couri, Caroline Gonçalves, Daniele Bloris, Edilton Gomes, Gerard Laurence, Gloria Chan, Goretti Gomide, Henrique Hammler, Itamar Xavier, Leon, Mara Estela, Maria Amélia, Mario Marques, Marlene Blois, Monseyrrá Batista, Natália Krüger, Paulette Gerecht, Rosa de Jesus, São Matthias Nunes, Siomara Almeida, Sônia Lima, Talita Talarico, Tito Flávio e Wal Andrade.
“Ecos do Moderno ao Contemporâneo” tem como objetivo mostrar que a arte contemporânea continua se expandindo, em técnicas e estilos diversos, resultado das vivências de cada artista, homenageando o movimento centenário e preenchendo lacunas que ficaram em aberto na época. Na exposição, o observador certamente entrará em estado de encantamento, dialogando com obras cheias de vida e personalidade, e que certamente poderão estar presentes no bicentenário, dando voz aos ecos que provocamos agora. Porque os ecos reverberam e a arte é imortal.
Importante ressaltar a importância do papel das mulheres no movimento e nas artes, visto que uma crítica de Monteiro Lobato, em um jornal da época, ao trabalho de Anita Malfatti, foi o estopim para a idealização da Semana de Arte Moderna de 22. Em “Ecos do Moderno ao Contemporâneo”, Renata Costa ressignifica o cartaz original da Semana de 22, pintado por Di Cavalcanti, que ganha mais raízes e folhas, demonstrando a frutificação do evento e a relevância do tema para a história e para a cultura brasileiras.

