É TEMPO AINDA | JANAINA TORRES GALERIA

Pedro Moraleida_Ecce Homo, Ecce Homo, Crucifigeum (série Homens Verdes), s.d._Acrílica e colagem sobre tecido_148 x 105 cm_Foto Guilherme Horta (1)

Para celebrar os 10 anos em atividade no circuito de arte contemporânea, a Janaina Torres Galeria apresenta, a partir do dia 15 de agosto, a coletiva É Tempo Ainda. Com curadoria de Heloisa Amaral Peixoto, a exposição reflete a identidade construída pela galeria em sua primeira década de atuação.

A curadoria faz referências à história da arte brasileira e celebra o encontro de vinte e seis artistas de diferentes gerações, entre representados pela galeria nestes dez anos e artistas convidados.

Obras como as pinturas de Pedro Moraleida (in memoriam), Deborah Paiva (in memoriam) e esculturas de Antônio Oloxedê (integrantes da recém-apresentada exposição Mestre Didi – invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira) convivem no ambiente expositivo com artistas convidados, como Antônio Obá, Efrain Almeida e Regina Silveira, levantando a questão de reconfigurações de sentido da arte ao longo do tempo e à luz da contemporaneidade. “Estamos muito felizes em apresentar uma exposição que espelha esse encontro de gerações e temporalidades como ambiente profícuo para o fortalecimento e constante florescimento da arte no Brasil”, pontua Janaina Torres.

A coletiva traduz o programa curatorial construído ao longo da trajetória da galeria, refletindo um contexto cultural amplo, em que a experiência estética se alinha a questões geográficas, políticas e sociais.

Artistas de diferentes trajetórias e egressos das cinco regiões do Brasil – e residentes em diversos lugares do mundo – apresentam, assim, poéticas, pesquisas e narrativas diversas, retratando a pluralidade presente na arte contemporânea brasileira, sendo essa uma das principais marcas da identidade da galeria.

“Propomos a ideia de um ‘passeio’ breve, mas representativo, ao reunir obras de artistas cuja produção e pesquisa versam sobre variadas inclinações da história da arte brasileira, como o figurativismo, a abstração geométrica e concreta, o lírico, o retrato social, o pop, o colorismo, a paisagem, a perspectiva arquitetônica e espacial, a gestualidade, o experimentalismo e a performance. A intenção é, no marco dos 10 anos de atividade da Janaina Torres Galeria, homenagear um espectro importante da linguagem visual brasileira, de sua tradição e da bagagem cultural que acumula: um patrimônio que se perpetua e se reforça, que se atualiza e se alarga em sua expressão criativa, refletindo anseios e testemunhando uma busca contínua de formação de identidade.”, complementa a curadora Heloisa Amaral Peixoto.

É Tempo Ainda reflete o comprometimento da Janaina Torres Galeria na inserção de seus artistas tanto em grandes acervos públicos e privados já estabelecidos como na formação de novas coleções.

“Olhando para o que fizemos até aqui e mirando o futuro, vejo o fortalecimento cada vez maior de uma rede de artistas e profissionais de diferentes competências, envolvidos em uma busca contínua de liberdade e excelência. Esse fluxo em torno da galeria é o que nos move para a próxima década de vida”, finaliza Janaina Torres.

 

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