Dissonante | 55SP Galeria

Com inspiração nas artes gráficas e no universo fonográfico, DISSONANTE realiza em seu primeiro momento uma mostra de trabalhos em agudo contato com o cruzamento de arte e música. Em contato direto com o propósito de DISSONANTE, os artistas convidados exibem algumas obras de sua mais recente produção. O selo de publicações DISSONANTE 55 SP busca comissionar peças em diferentes formatos de disco de vinil, e também o de outras edições, com tiragem limitada.
Participam da estréia de DISSONANTE: Alan Adi, Cão, Chelpa Ferro, Dora Longo Bahia, Hugo Frasa e Montez Magno. DISSONANTE é um projeto de Julia Morelli, em associação com Marcio Harum.
Sobre Alan Adi
Sergipano radicado em São Paulo, Alan Adi, trabalha com uma linguagem poética mesclando o verbal e o não verbal. Graduado em letras, ele recorre livremente ao uso das palavras nas obras da exposição, compostas por vídeos e instalações, utilizando uma linguagem contemporânea.
O jovem artista mantém uma produção constante, tendo participado de exposições por cidades de diversos estados do Brasil. Alan foi um dos premiados do II Prêmio EDP nas Artes do Instituto Ohtake e vencedor do Prêmio BNB de Cultura, em 2008, na categoria Artes Integradas.
O artista apresentou “Peleja”, no CCSP, em que no objetivo de realçar a partida, ou a ausência, o migrante artista regressou a Aracaju, apagou o retrato dos cantores de cerca de cem capas de discos, reunidas na instalação Migrantes. A mostra esteve em cartaz até o último dia 12.
Sobre Cão
Formado em 2011, Cão explora as fronteiras entre a música, o ruído e a performance. Tem como integrantes, os artistas: Bruno Palazzo (guitarra), Dora Longo Bahia (baixo), Ricardo Carioba (bateria eletrônica), e Maurício Ianês (vocal e percursão).
A performance acompanha a proposta sonora do grupo, criando uma experiência de confronto e imersão que aproxima artista e público para criar vivências físicas e sonoras extremas e ruidosas.
Sobre Dora Longo Bahia
Tem doutorado e mestrado em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicações e Artes Visuais da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e é formada em Educação Artística na Faculdade de Artes Plásticas da FAAP.
Das exposições individuais recentes, destacam-se: Cinzas” em cartaz no momento na Galeria Vermelho“Escalpo Carioca”, Galeria Vermelho (São Paulo, SP, 2011), “Trash Metal”, Galeria Vermelho (São Paulo, SP, 2010), “AcordaLice”, Galeria Luisa Strina (São Paulo, SP, 2006) e “Marcelo do Campo 1969-1975”, Centro Cultural Maria Antônia (São Paulo, SP, 2003).
Das coletivas, destacam-se: Av Paulista (MASP – São Paulo, em cartaz) “Flam”, Arti et Armiticiae (Amsterdam, Holanda, 2012), “The Spiral and the Square”, Trondheim Kunstmuseum (Trondheim, Noruega, 2012), “Licht”, Nieuwe Vide (Haarlem, Holanda, 2011), “Los Matices Del Por Qué”, Museo de los Metales (Cuenca, Equador, 2011) e “MDE11”, Museo de Antioquia (Medellín, Colômbia, 2011).
Sobre Hugo Frasa
Premiado no 39o. e 40o. Anual de Artes Plásticas FAAP, São Paulo. Participou da penúltima Bienal de São Paulo e de exposições coletivas em lugares como o Paço das Artes e a Galeria Vermelho. Em 2014 fez sua primeira exposição individual na Galeria Emma Thomas. Hugo Frasa desenvolve atualmente a série .d.e.r.i.v.a., um ideário incerto e sem rumo, segundo o próprio artista. São deslocamentos territoriais como se continentes ou placas se reagrupassem e então se reorganizassem, numa experimentação intuitiva das teorias da “geometria sensível”. As monocromáticas composições se aventuram a entender se a soma das partes é diferente da interação das mesmas e em que sentido o “Todo”, caminha em uma mesma direção mesmo sem conexões eventuais. Hugo tem forte influência da produção dos 60 e 70 nacionais, mas opera sem expectativas ou ambições através de seus esquemas, a matemática lúdica das dificuldades nos relacionamentos interpessoais.
Sobre Chelpa Ferro
Formado em 1995 pelos artistas Luiz Zerbini, Barrão e Sérgio Mekler, o coletivo Chelpa Ferro tem desenvolvido trabalhos unindo artes plásticas, música eletrônica, esculturas, vídeos, performances e apresentações ao vivo em instalações e exposições que convidam a interação acústica, tátil e corporal.
Misturam, de forma única, o imaginário popular com o urbano, as questões específicas da artes visual e sonora na contemporaneidade, através da reciclagem de máquinas desprovidas de função, objetos domésticos, traquitanas, sequenciadores, programadores obsoletos, luzes e caixas de som.
Sobre Montez Magno
Ao longo das últimas seis décadas, a obra de Montez Magno tem se desdobrado por entre múltiplas linguagens e interesses. Com uma trajetória que se firma no momento histórico em que, no Brasil, se efetiva a passagem dos paradigmas da arte moderna àqueles da arte contemporânea, Montez Magno faz parte de uma geração que, mesmo enfrentando dificuldades políticas nos anos 1960/70, consegue dedicar-se a reler a modernidade e traçar outros caminhos às suas encruzilhadas. Sua obra é atravessada por investigações iniciais no campo da abstração e por experimentações posteriores – objetos, propostas, projetos arquitetônicos, poesia visual, dentre outros -, bem como é preenchida por poesia.

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