Diego Mendonça | SESIMINAS

Exposição de pinturas de Diego Mendonça faz referência a belezas de Minas Gerais e homenageia lembranças típicas da terrinha.

Diego Mendonça, artista que foi premiado recentemente com Ouro na Bienal Européia Latino Americana de Arte Contemporânea, no Centro Cultural dos Correios – Rio de Janeiro, que foi promovida pela AVA Galerie – da Finlândia; propõe uma série de quadros inspirados na terra natal.

A coleção faz referência a diversos ofícios típicos da cidade, como o músico, produtor de queijo, marceneiro, produtor rural, escultor, doceira, artesãos do estanho e do crochê e outros, além de retratar paisagens lúdicas como a ponte de pedra e casarios históricos. As memórias do artista também são retratadas, como as idas ao Circo, aos sinos das igrejas, e as lembranças da infância como o cata-vento, a galinha da angola e outros.

Atualmente é discípulo de Yara Tupynambá, que tem seu ateliê em Belo Horizonte, onde Diego vai todos os meses mergulhar na fonte de conhecimento da artista.

Segundo Yara, “Percorrer um longo caminho no aprendizado da pintura, indo do desenho ao conhecimento do equilíbrio, do espaço entre cheios e vazios, depois apaixonar-se pela cor, fazendo-a percorrer as formas e, finalmente, com estas armas, criar a unidade, essencial à criação do artista. Esta foi a batalha encetada por Diego Mendonça, na sua busca de ser artista. Conheci-o há alguns anos, quando vi por acaso em uma exposição em galeria em São João Del Rei. Quem é este jovem, criando músicos, com uma pintura já bastante elaborada? ‘-É Diego Mendonça, jovem aluno de Quaglia’, respondam-me. Descobri assim sua filiação, através dos toques do grande mestre que era Quaglia. Seu nascimento foi perfeito. Mais tarde, comecei a acompanhar seu trabalho, na busca de uma pintura mais elaborada e criação de assuntos agrupados em séries. A questões estéticas trabalhadas pelo artista soma-se, agora, temas de caráter social – ofícios –  em trabalho expressivo que significa nosso tempo político, com seu trabalho artesanal: doceiras, marceneiros, escultores, eis um novo mundo que vem trazer a público, junto a suas jovens figuras de circo, lembrando-nos que a pintura, ao expressar a sensibilidade e o pensamento do pintor, enriquece o mundo e trás a todos que veem a obra de arte, momentos de beleza e reflexão, tornando assim o planeta melhor. ”, declara a mestra. Yara Tupynambá é artista e crítica de arte, integra a Associação Brasileira de Críticos de Arte.

A mostra tem cerca de 25 trabalhos que de forma colorida e agradável saúda a nossa terra chamada Minas Gerais.

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