Dez anos depois | Galeria Athena

Vanderlei Lopes, Concorrentes, 2020

A Galeria Athena tem o prazer de apresentar a partir de sábado, 04 de setembro, a exposição coletiva Dez anos depois.

A mostra, como o título sugere, comemora uma década de atuação da Galeria Athena, no Rio de Janeiro. Trabalhos icônicos, ou mesmo inéditos, ocupam as duas salas expositivas (Cubo e Casa) com pinturas, instalação, fotografia, vídeo e esculturas. Participam os treze artistas atualmente representados: André Griffo, Débora Bolsoni, Desali, Frederico Filippi, Lais Myrrha, Laura Belém, Matheus Rocha Pitta, Rafael Alonso, Raquel Versieux, Rodrigo Bivar, Sonia Andrade, Vanderlei Lopes e Yuri Firmeza.

Das várias exposições individuais e coletivas produzidas ao longo da trajetória da Athena, artistas, curadores, colecionadores, colaboradores e amigos ajudaram a construir uma história que orgulhosamente se faz relevante na produção de um pensamento crítico e cultural da cidade. Temas relevantes como memória, corpo e transformação social e política, recorrentemente abordadas ganham destaque na exposição de dez anos.

Estes assuntos abarcam o mote principal da passagem do tempo e suas transformações, evidenciadas em diversos trabalhos expostos na mostra celebrativa. Citando dois trabalhos da exposição que Em A Fortaleza (2010), Yuri Firmeza reencena a fotografia de infância em que ele faz a pose clássica do halterofilista. Entre uma imagem e outra – um intervalo de quase duas décadas – além do crescimento e desenvolvimento do artista, chama atenção a mudança radical da paisagem de fundo. Em uma foto vemos casas, poucos prédios e um horizonte; na outra, prédios mais altos que preenchem os espaços outrora vazios.

Este trabalho de Firmeza participou da 31ª Bienal de São Paulo em 2014 e integra a exposição junto à obra Descontinuidade pelo tempo (2017) de Lais Myrrha. Nesta obra, quatro placas de diferentes materiais são dispostas lado a lado e são marcadas por um sulco contínuo. O procedimento é o mesmo, mas cria-se diferente desnível haja vista a resistência de cada material.

As demais obras nos fazem pensar em situações de passagem, transformação e ressignificação em diversas esferas. Algumas são inéditas, participaram de exposições importantes na galeria. Ao interagir com Dez anos depois, o espectador se depara com cerca de 25 trabalhos que formam uma exposição plural e que convida a observar, questionar e se relacionar com os artistas, suas obras e a própria galeria.

 

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