Das Cinzas Voltar, Nas Cinzas Vencer, Viradouro de Alma Lavada | MAC Niterói

Na imagem, a Fênix, símbolo do renascimento e da esperança, alegoria do Desfile da Unidos do Viradouro 2019, Viraviradouro, carnavalesco Paulo Barros, Alegoria da Fênix. Fotógrafos Renata Xavier e Leandro Lucas

A exposição, uma intervenção ao ar livre, a partir de uma grande estrutura circular, que representa o ciclo da vida e do Carnaval, acontece no pátio do Museu de Arte Contemporânea de Niterói.

O projeto, idealizado pelos fotógrafos Renata Xavier e Leandro Lucas, não deixa passar em branco uma época tão simbólica para o povo fluminense e brasileiro: o Carnaval. As mais de 400 fotos presentes na mostra começaram a ser produzidas pela dupla de fotógrafos em 2017, quando a agremiação de Niterói, ainda no Grupo de Acesso, se preparava para o espetáculo de 2018. A Viradouro conquistou o título que garantiu o retorno ao Grupo Especial. No ano seguinte, já na disputa com as principais escolas, com um desfile arrebatador, foi vice-campeã, feito inédito na história dos espetáculos na Marquês de Sapucaí, já que nunca uma agremiação havia conseguido esta colocação no retorno ao grupo de elite. O verso forte do samba para o enredo de 2019 que abordava a superação ‘Das cinzas voltar, nas cinzas vencer’ dá título à exposição.

Na exposição, os visitantes vão poder viajar nas imagens dos preparativos do barracão, quadra, ensaios de rua e dos espetáculos apresentados pela Viradouro no Sambódromo – em seus marcantes últimos três desfiles – bem como conferir os registros da festa de comemoração do título, o segundo conquistado no chamado grupo de elite.

Diversos painéis com até sete metros de comprimento cada estarão dispostos em círculos, por onde o público poderá, literalmente, caminhar entre eles, descobrindo os bastidores dessa história de resistência e luta da Viradouro, além de acompanhar, através de uma contagem regressiva, como é feita a construção do Carnaval de uma grande escola de samba. O que está por trás? As pessoas, os profissionais, a comunidade, um trabalho feito por milhares de mãos com muita criatividade, embalado pela fantasia e, principalmente, pela esperança. O formato circular da exposição é uma alegoria ao Carnaval, à vida e ao eterno recomeçar.

A mostra terá como pano de fundo a paisagem deslumbrante do Rio de Janeiro e a obra icônica de Oscar Niemeyer. Na abertura, a atual campeã do Carnaval carioca fará uma apresentação com a bateria do consagrado mestre Ciça e de um time de passistas, ao som de sambas memoráveis da agremiação na voz do intérprete Zé Paulo Sierra. O evento vai seguir todos os protocolos sanitários adotados na pandemia.

Em conjunto com a exposição, será lançado um acervo iconográfico com as imagens dos últimos 3 carnavais históricos da Viradouro. O público terá acesso a milhares de fotografias produzidas para esse projeto. Através de QR codes impressos na exposição, os integrantes da escola, da comunidade e a população poderão se procurar e compartilhar suas imagens nos desfiles, ensaios e em todos os eventos que foram fotografados por Renata Xavier e Leandro Lucas.

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