CULTURA CENTRAL X CULTURA PERIFÉRICA | MUSEU DA CIDADE

A vocação de um ‘museu de cidade’, como vem sendo disseminado pela bibliografia especializada, visa não só manter e extroverter um acervo institucional, mas ter na própria cidade seu grande acervo. Desta forma, o Museu da Cidade de São Paulo tem um vasto e fértil terreno para fomentar diálogos, enfoques, narrativas, expondo as diversas nuances da formação da capital paulistana.

Nessa esteira, para não ficar adstrito ao programa de exposições, o Museu da Cidade de São Paulo lançou o programa Diálogos no Museu, buscando interação mais direta com atores da sociedade civil e da esfera pública.

Nesta edição, propomos um painel de discussão para pensar o fazer artístico dentro da dicotomia centro x periferia. A arte central, geralmente ligada à elite e baseada nas concepções europeias, delineou o que deveria ser considerado canônico e de bom gosto. Já a arte periférica, mais livre de dogmas, pode expor a realidade invisibilizada pela arte central e muito mais ligada às raízes do povo brasileiro, notadamente dos grupos étnicos indígenas e negros.

Essa diferenciação de cunho ideológico reforça a exclusão dos despossuídos e daqueles que, historicamente, sofreram apagamento de suas identidades. Desse choque, geralmente não pacífico, funda-se a própria cidade, polifônica e polimórfica até a raiz.

Para discutir este tema da arte central x arte periférica, receberemos a coordenadora de Fomento à Cultura da Periferia, Juliana Benvenutti de Andrade, e o coordenador do Programa de Valorização das Iniciativas Culturais – VAI, William Silva de Moraes. Ambos são atualmente funcionários da Secretaria Municipal de Cultura e estão à frente de programas que buscam empoderar a cultura periférica, dando-lhe o local que merece dentro da cidade.

DIÁLOGOS NO MUSEU DA CIDADE

O projeto “Diálogos no Museu da Cidade” foi estruturado a partir de curadoria compartilhada entre os setores da Museologia, Curadoria, Arquitetura e Educativo do Museu, com o objetivo de apresentar a sua história institucional e, sobretudo, destacar o seu papel social como espaço público privilegiado às necessárias reflexões sobre as dinâmicas culturais e sociais da cidade de São Paulo.

Dando continuidade ao projeto, pela primeira vez um encontro da série será concebido no formato digital, por meio de “live” no canal do Youtube do Museu. O assunto a ser discutido tem tudo a ver com o trabalho colaborativo, direitos autorais, bens em domínio público, criatividade e a arte, bem como compartilhamento em plataformas digitais e gratuitas.

Coordenação: Danilo Montingelli

Organização: Brenda Marques e João de Pontes Junior

 

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