Consciência Negra na programação educativa cultural | Museu do Pontal

O Dia da Consciência Negra dará a tônica das atividades do final de semana do Museu do Pontal, como a Capoeira Infantil, com Mestre Feinho, os Contos de Ori, na Contação de Histórias de Tatiana Henrique e Herbert Said, e a Oficina de Cavalo Marinho, com Negadeza, filha de dona Aurinha do Coco e neta de dona Selma do Coco. Arte-educadores abrirão o Baú de Brinquedos Populares para divertirem o público ao ar livre, na Praça-Jardim do Museu, e o público ainda pode curtir as obras e jogos interativos contidos nas exposições do novo do Museu do Pontal. A homenagem ao Dia da Consciência Negra também pode ser vista nas belíssimas obras criadas por artistas negros como Mestre Didi e Boaventura da Silva Filho, o “Louco” (Bahia), Dona Isabel e Ulisses (Minas), Maria Amélia (Tracunhaém, Pernambuco).

 

PROGRAMAÇÃO EDUCATIVA CULTURAL 20 e 21 de novembro de 2021

Com coordenação da arte-educadora Cecília Einsfeld, a programação deste fim de semana, em torno de uma hora de duração por cada atividade, é a seguinte:

 

  • SÁBADO, DIA 20 DE NOVEMBRO

10h – Encontro Cultural de Capoeira Infantil

Classificação: livre

Mestre Feinho dará uma aula de capoeira para toda a família. Expressão cultural afro-brasileira que tem sua origem nas senzalas do período da escravidão no Brasil, a capoeira é uma forma de resistência e luta dos afrodescendentes, hoje reconhecida no mundo inteiro como uma ferramenta de educação e de transformação social, trazendo a todos que a praticam uma consciência histórica, política, musical, corporal, mental e espiritual. Mestre Feinho, do Grupo Senzala, desenvolveu o projeto Cultura Popular para a Paz, em que resgata os elementos pacíficos e integrativos das tradições populares brasileiras, buscando o aprimoramento pessoal, social e planetário em direção a uma cultura de paz.

 

10h30 e 16h30 – Visita Musicada pela Arte e Cultura Popular Brasileira, com os arte-educadores Beatriz Bessa e Pedro Cavalcante, com duração aproximada de 1h30.

Classificação: livre

As visitas musicadas foram criadas para atender a uma demanda do público que quer conhecer mais profundamente a arte popular do Brasil. Os roteiros são adaptados às diferentes faixas etárias, e alguns temas podem ser priorizados durante a visita, de acordo com a solicitação do público. São visitas lúdicas, que mexem com a memória afetiva dos visitantes, em que são utilizados diferentes instrumentos musicais que tocam ritmos tipicamente brasileiros como samba, forró, coco, jongo, maracatu, ciranda e capoeira, entre outros, sempre de acordo com o tema abordado no acervo. Durante a visita, os participantes são estimulados a refletirem sobre a diversidade cultural brasileira, as relações entre o mundo do campo e o das grandes cidades, os processos migratórios, as diferentes profissões, as práticas sociais, as relações familiares, as festividades, a espiritualidade e, ainda, sobre questões próprias ao universo das artes plásticas, os processos criativos dos artistas e os materiais que utilizam para fazer suas esculturas.

 

11h30 e 16h – Baú de Brinquedos.
Classificação: livre

Os arte-educadores do Museu do Pontal estimulam a criançada a conhecerem o Baú de Brinquedos Populares. Nesta iniciativa inédita, o público infantil brinca com ioiôs, bilboquês, petecas, piões, fantoches, elásticos e cordas para pular, giz para riscar amarelinha e bambolês. As esculturas vistas nas exposições, especialmente no setor Brincares – brincadeiras e brincantes, enfocam várias dessas brincadeiras, e esta atividade promove um contato lúdico ao ar livre, na grande Praça-Jardim, na parte frontal do Museu. Em caso de chuva, a atividade acontece na Sala Multiuso.

 

15h – Contação de histórias, com Tatiana Henrique e Herbert Said Contos de Ori
Classificação: livre

30 vagas

Em Contos de Ori, materiais simples como terra, argila, água e feijão são entremeados às narrativas iorubanas sobre os orixás, divindades que amam, trabalham, dançam e riem como nós, seres humanos. Como foi o universo foi criado? Qual o melhor material para se criar um ser humano? Por que precisamos ouvir histórias? Como elas vieram parar aqui no Brasil?  É verdade que existe um ser que mora no fundo do oceano? E dentro das árvores? Para cada uma dessas perguntas e tantas outras existem muitos modos de responder. As culturas africanas enredam uma trama de contos e mitos que nos mostram sua maneira peculiar de compreender a vida.

 

  • DOMINGO, DIA 21 de NOVEMBRO

10h30 e 16h30 – Visita Musicada pela Arte e Cultura Popular Brasileira, com os arte-educadores Beatriz Bessa e Pedro Cavalcante, com duração aproximada de 1h30

Classificação: livre

As visitas musicadas foram criadas para atender a uma demanda do público que quer conhecer mais profundamente a arte popular do Brasil. Os roteiros são adaptados às diferentes faixas etárias, e alguns temas podem ser priorizados durante a visita, de acordo com a solicitação do público. São visitas lúdicas, que mexem com a memória afetiva dos visitantes, em que são utilizados diferentes instrumentos musicais que tocam ritmos tipicamente brasileiros como samba, forró, coco, jongo, maracatu, ciranda e capoeira, entre outros, sempre de acordo com o tema abordado no acervo. Durante a visita, os participantes são estimulados a refletirem sobre a diversidade cultural brasileira, as relações entre o mundo do campo e o das grandes cidades, os processos migratórios, as diferentes profissões, as práticas sociais, as relações familiares, as festividades, a espiritualidade e, ainda, sobre questões próprias ao universo das artes plásticas, os processos criativos dos artistas e os materiais que utilizam para fazer suas esculturas.

 

11h30 e 16h – Baú de Brinquedos

Classificação: livre

Os arte-educadores do Museu do Pontal estimulam a criançada a conhecerem o Baú de Brinquedos Populares. Nesta iniciativa inédita, o público infantil brincará com ioiôs, bilboquês, petecas, piões, fantoches, elásticos e cordas para pular, giz para riscar amarelinha e bambolês. As esculturas vistas nas exposições, especialmente no setor Brincares – Brincadeiras e brincantes, enfocam várias dessas brincadeiras, e esta atividade promove este contato lúdico ao ar livre, na grande Praça-Jardim, na parte frontal do Museu. Em caso de chuva, a atividade acontece na Sala Multiuso.

 

15h – Oficina de Cavalo Marinho, com Negadeza

Classificação: livre

50 vagas

Na oficina, Negadeza e os músicos Zuri e Fritz Ribeiro mostrarão alguns elementos do Cavalo Marinho: como os instrumentos musicais são tocados, suas loas e baianos, falarão sobre o Magui (Tombo do Magui) e também sobre alguns personagens como o Anbrósio, Mateus, Bastião e a Véia do Bambu. Filha de dona Aurinha do Coco e neta de dona Selma do Coco, com quem iniciou sua carreira musical aos 12 anos, a cantora e instrumentista Negadeza vai ensinar aos participantes da oficina os princípios e a história do Cavalo Marinho.  Este folguedo típico da zona da mata pernambucana é composto por música, dança, poesia, coreografias, loas, toadas e reúne cerca de 76 personagens, todos vestidos com máscaras, fitas, espelhos.

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