CLAUDIA COLAGRANDE | TAPETAH

Depois te ter algumas de suas obras da série Mulheres projetadas em prédios em Belém do Pará, a artista plástica Claudia Colagrande leva a enorme diversidade de representação do universo feminino para uma exposição na Tapetah, onde parte de seus trabalhos permanecem expostos.

Composta por mais de 300 pinturas em aquarela e técnica mista (caneta fixa), a série Mulheres surgiu durante a pandemia através de uma profunda transformação no trabalho da artista. Com uma larga e bem-sucedida carreira de mais de 35 anos trabalhando com o abstracionismo, as mulheres surgiram como uma explosão criativa e transformadora rumo ao figurativismo.

Claudia as representa numa variedade gigante de cores, formas, tamanhos e expressões de um modo que sua pintura parece querer dar conta de toda a gama da expressão do feminino e gera uma empatia imediata com o espectador. “Elas foram e vem surgindo de forma abrupta e ininterrupta”, conta a artista.

Este olhar para o feminino e o desejo de despertar uma nova visão acerca do papel da mulher na sociedade contemporânea, suas vivências, anseios e metamorfoses surgiu recentemente, a partir de um momento delicado na vida da artista. Em abril de 2020, após uma cirurgia para retirada de um tumor no cérebro, as mulheres de Claudia Colagrande foram nascendo, incansavelmente, como ela gosta de dizer.

Na exposição Mulheres, na Tapetah, Claudia promove o grande encontro dessa grande galeria de tipos com um propósito ainda maior, como parte do Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero: destinar 20% do toda a renda gerada com a venda dos quadros ao Instituto Protea, que atua no sentido de proporcionar tratamento ágil e de qualidade a mulheres nesta luta.

A exposição será aberta em 28 de outubro e permanece por uma semana. Depois, algumas das obras ganham uma sala especial da artista na loja de Ângela Leal, junto com outros trabalhos seus, como tapetes e pinturas.

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