A artista visual Clarissa Mendes apresenta a mostra solo “Cascas casulos e outras coisas sem nome” no Canteiro – Campo de Produção em Arte Contemporânea, na Vila Madalena, em São Paulo. Na vernissage, acontece a performance Casulo, a partir das 16h. No dia 11 de abril de 2026, acontece uma sessão de projeção de vídeos (experimentais e inéditos), a partir das 16h, além de conversas com a artista e convidados especiais.
A exposição, segunda individual da artista, constitui de certa forma uma continuação da primeira chamada “Metamorfoses”, apresentada em outubro de 2025, na Galeria Alcindo Moreira Filho, no Instituto de Artes da Unesp, na Barra Funda, em São Paulo. Foi apresentado uma parte da pesquisa de doutorado da artista, em andamento na instituição, e constituiu-se em sua maioria de pinturas e desenhos em suportes diversos (sobretudo papel, tela e tecido), mas também trouxe alguns objetos tridimensionais e uma performance, resultados de um percurso de pesquisa iniciado desde o mestrado, em 2020.
O aprofundamento da pesquisa, no doutorado, trouxe para o trabalho (que no mestrado havia começado com o estudo das nuvens e da opacidade na pintura) uma série de formas mais densas e ‘corpóreas’, de onde surgem imagens de conchas, casulos, polvos, objetos estranhos, seres híbridos e organismos indefinidos que habitam o limiar entre o figurativo e o abstrato. As figuras que surgem são corpos ‘em trânsito’ – coisas sem estado fixo, sem limites definidos, sem contornos precisos.
Clarissa Neide, Canteiro, artes visuais

