Cinthia Marcelle, Motta & Lima e Dias & Riedweg | Galeria Vermelho

A Vermelho apresenta, de 11 de fevereiro a 21 de março, Já visto, nova individual de Cinthia Marcelle.

Representada pela Vermelho desde 2007, Marcelle ocupa a galeria pela terceira vez com uma individual. A artista também já expos na Vermelho outras duas vezes com Tiago Mata Machado, seu parceiro frequente na produção de vídeos. Tendo os processos colaborativos como uma constante em sua carreira, dessa vez a artista expõe uma grande série de desenhos feitos em colaboração com Rodrigo Franco.

Marcelle acaba de encerrar uma individual no Wattis Institute, em São Francisco, EUA, onde a colaboração se dava de maneira ampliada, dependendo da participação do público para a ativação da instalação baseada na peça A Morta, de Oswald de Andrade.

Cinthia Marcelle segue em cartaz em Soft Power, maior exposição já apresentada pelo museu norte-americano SFMoMA (São Francisco – EUA), com organização de Eungie Joo. Além disso, a artista tem obras em exposições em cartaz no MAM RJ (Rio de Janeiro), na Fundação Joaquim Nabuco (Recife), na Penn State’s HUB-Robeson Gallery (Pensilvânia – EUA). Em março, Marcelle estará em cartaz na Fundação Merz, em Turim, em exposição curada por Claudia Gioia. Em novembro Cinthia Marcelle inaugurará uma grande individual no Museu MACBA, em Barcelona.

Na Sala 4, a Vermelho apresenta Memória coletiva, instalação de Motta & Lima exibida pela primeira vez no Museu dos Futuros possíveis, mostra organizada por Paulo Miyada durante a Olimpíada do Conhecimento, em Brasília, em 2018.

Na Sala Antonio de projeção, a Vermelho exibe Cabeça feita, de Dias & Riedweg. O filme foi comissionado por Roger Buergel para sua última grande exposição “Mundos Móveis – Museu do Nosso Presente Transcultural”, produzida pelo Museu Johann Jakobs de Zurique e pelo Museu de Artes e Ofícios (MKG) de Hamburgo, Alemanha, em colaboração com a Universidade de Viadrina (Frankfurt / Oder) e com a Universidade Johann Wolfgang Goethe (Frankfurt / Main). A exposição teve financiamentodo Ministério Federal de Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF).

Dias & Riedweg já haviam trabalhado com Buergel na 12ª Documenta de Kassel, na Alemanha, em 2007.

 

Cinthia Marcelle: Já visto

Conhecida por suas grandes instalações, Marcelle reúne em ‘Já visto’ trabalhos que exploram proporções mais intimistas, embora a montagem das obras sonde estratégias de esquadrinhamento e proporção típicas de sua produção. Na exposição, Marcelle investiga pontos de inversão entre trabalhos à primeira vista abstratos e figurativos.

Motta & Lima: Memória coletiva

Na instalação de Motta & Lima, o visitante entra em um espaço azul onde há apenas um banquinho e um case com computador. Um recepcionista auxilia o visitante a sentar-se e a vestir um par de óculos VR – feito para a experiência de Realidade Virtual. Ao adentrar o território virtual, o visitante encontra-se na mesma sala. Ele, porém, deixa de ter corpo e torna-se apenas observação. Visitantes começam a entrar no espaço e a observar o visitante, inverte-se a lógica da exposição de arte.

A instalação “Memória coletiva”, foi elaborada por Motta & Lima para o Museu dos Futuros Possíveis, mostra organizada por Paulo Miyada durante a Olimpíada do Conhecimento, em Brasília, em 2018, e chega a São Paulo pela primeira vez. “O público perde seu lugar de espectador ou ativador da obra e assume ele mesmo o lugar da ‘coisa’ a ser vista, estudada, a partir daqueles olhares muito bem direcionados”, escreveu Miyada sobre a instalação.

Dias & Riedweg: Cabeça feita [Haarwerk] (2019)

“Cabeça feita” revela imagens intimistas do trabalho diário de barbeiros em Hamburgo, Alemanha, acompanhadas por citações dos próprios retratados sobre suas vidas. A câmera mostra sua prática profissional, sua técnica e o local de trabalho de cada barbeiro. A totalidade desses barbeiros e boa parte da clientela é de origem estrangeira, notadamente dos mesmos países que originaram as recentes ondas de imigração de massa para a Alemanha e o resto da Europa central ocorridas no fim da década passada. São turcos, iraquianos, afegãos, paquistaneses, árabes e africanos que constituem hoje presença considerável na segunda maior cidade da Alemanha.

“Cabeça Feita” foi comissionado pelo curador Roger Buergel para sua mais recente exposição “Mundos Móveis – Museu do Nosso Presente Transcultural”, produzida pelo Museu Johann Jakobs, de Zurique, e pelo Museu de Artes e Ofícios (MKG) de Hamburgo, Alemanha.

Dias & Riedweg se inspiraram em uma das peças da coleção do Museu de Artes e Ofícios de Hamburgo que mostra uma caixa do século XIX com bordados e tranças feitos com cabelo humano para pesquisar como a cultura ligada ao cabelo na região do museu se manifesta nos dias de hoje. Da mesma forma como o trançado de cabelos loiros da coleção do museu é um documento cultural da vida na região durante o século XIX, o vídeo de Dias & Riedweg inscreve-se como um documento da nova realidade multicultural da segunda maior cidade da Alemanha no início do século XXI.

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