CÉU-ECLIPSE | MUSEU PARANAENSE

Fotografia de Christian Braga

O Museu Paranaense (MUPA) apresenta, no dia 6 de dezembro, a exposição Céu-Eclipse, projeto que reflete sobre os desafios contemporâneos tomando o céu como superfície viva de observação, disputa e imaginação. A mostra articula diferentes perspectivas e temporalidades (científicas, artísticas, históricas e cosmológicas) em sintonia com os eixos norteadores da instituição: Identidades Múltiplas, Ecologia, Memória e Cosmovisões. Inserida no processo de reorientação do MUPA, Céu-Eclipse reafirma o papel do museu como um espaço de relações e como agente ativo no debate sobre o tempo presente. Ao longo de todo o processo de concepção, o projeto contou com a consultoria da filósofa Déborah Danowski, da cientista Marina Hirota e do artista e xamã yanomami Sheroanawe Hakihiiwe, que contribuíram para ampliar a escuta do céu como entidade viva e espaço de cruzamento de saberes. Estão na exposição obras de Francis Alÿs, Alberto Garutti, Erika Verzutti, Guido van der Werve, Laís Amaral, Marcelo Conceição, Flora Leite e Sheroanawe Hakihiiwe (incluindo trabalhos concebidos especialmente para esta edição por Flora Leite e Hakihiiwe).

Pré-abertura: 4 de dezembro

Como prefácio da abertura para o público geral, no dia 4/12, a partir das 19h30, será realizado um espetáculo que se inicia com “Baby Blu em Moritat Celeste ― Ato Profano para Voz e Tempestade”. Inspirada na “A Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht com música do compositor Kurt Weill e na adaptação de Carmelo Bene, ator, diretor e dramaturgo italiano, a performance de Aivan (Grupo Mexa) ― acompanhada por realejo e fanfarra ― cria um clima de presságio, como se ventos e tormentas convocasse o público a entrar em outra camada de percepção. A atmosfera instaurada por Baby Blu se desloca, então, para “O Irreproduzível”, apresentação musical de Arto Lindsay, que explora ruídos, gestos e movimentos para reorientar a escuta e o corpo. Transitando entre influências do Brasil e dos Estados Unidos, o artista desarma expectativas sonoras e aproxima o público de novas formas de relação com o plano celeste.

Abertura: 6 de dezembro

Para marcar a abertura ao público, o dia 6/12, às 11h, contará com uma visita mediada com os curadores, Pollyana Quintella, associada à Pinacoteca de São Paulo, Richard Romanini, do MUPA e os convidados especiais Flora Leite, artista que integra a mostra, e Francesco Garutti, responsável pelo acervo e legado do artista Alberto Garutti. Partindo dessas movimentações, Céu-Elipse se configura como um laboratório especulativo. E o céu, nesse contexto, funciona como uma superfície de inscrição, um campo onde se projetam tanto as forças da natureza quanto às contradições sociais e políticas que marcam nossa época.

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