Ceará, terra que ilumina | Museu Janete Costa de Arte Popular

Terra da luz, de romaria e festa. De luta e resistência.  A mostra, que tem curadoria de Jorge Mendes, é uma homenagem ao Estado do Ceará – em parceria com o Governo do Ceará, por meio da CeArT – Central do Artesanato do Ceará.

Na exposição, obras que fazem parte das coleções de: Jorge Mendes, Jorge Guedes, Irapoan Cavalcanti e Galeria Pé de Boi.

O público vai poder ver, logo no térreo, dividido em seis setores, mais de 80 peças, de aproximadamente 40 artistas, incluindo obras de Espedito Seleiro, Nino e Maria de Lourdes Cândido. A mostra tem início com uma instalação composta de 4 altares e 4 oficinas, utilizando elementos como metal, couro, barro, madeira e algodão, para contar a história e expressar a força da arte cearense, através do trabalho e da fé.

O Setor 2 apresenta as festas e as manifestações, com a montagem de um cortejo com lagartos e calangos, como símbolos de resistência, além da representação do sagrado e do profano presente nas esculturas de Marcos; seguido de reis e lagartos do Mestre Manoel Graciano. Uma representação da festa ‘do pau da bandeira’ de Barbalha, confeccionada por Dim Alves; escultura de penitentes de Gilberto; bem como greves e manifestações de classes esculpidas pelo Mestre Celestino completam este espaço.

No setor 3, obras de 12 artistas da nova geração de escultores de Juazeiro do Norte, recriando um reisado e, no Setor 4, o universo mágico mostra 14 esculturas de animais produzidas pelo Mestre Nino, artista de renome internacional. Estas obras rodeiam uma escultura central representativa do Boi Mansinho, figura ligada ao imaginário popular cearense.

No setor 5, um espaço totalmente branco com as fachadas de casarios da subida do Horto, e, no centro, uma escultura do padre Cícero confeccionada por Everaldo, circundada por 24 tocheiros. Este espaço fala de um padre Cícero demasiado humano, com preocupações ambientais e identificado com os anseios do povo.

Para provocar a discussão e para melhor revelar partes da história, onde realidade e fantasia, mentiras e verdades estão sujeitas somente ao que se quer acreditar, o setor 6 traz uma ‘Sala dos Milagres’, composta de centenas de pequenos espelhos, cruzes e ex-votos. Os artistas Airton L. Silva, Cosme B. Lemos e José Lourenço Gonzaga da Lira Nordestina estão representados nas xilogravuras impressas em tecidos, representando sudários com os rostos de Maria de Araújo e dos beatos José Lourenço e Antônio Conselheiro.

O público vai poder ver uma exposição com obras originais (algumas inéditas), que retratam a religiosidade popular e o universo mágico entre o sagrado e o profano presentes na força da arte cearense.

Compartilhar: