Casa-Museu Ema Klabin reabre jardim projetado por Burle Marx

Que tal caminhar por um jardim com flores, plantas , pássaros, um lindo lago com carpas e que leva a assinatura de Burle Marx?  Com o desejo de voltar a acolher presencialmente seu público, a Casa-Museu Ema Klabin, no Jardim Europa, em São Paulo, reabre  seu jardim para visitação no próximo sábado, dia 14/11/2020. As visitas acontecem sempre  de quarta a domingo, das 11h às 16h, com entrada franca.

“ Após meses de isolamento, acreditamos que a abertura desse espaço de convivência, descanso e respiro, observadas as medidas de proteção e segurança, não oferece risco de contaminação aos visitantes, que poderão passear e contemplar o jardim e a arquitetura da casa”, salientou o curador do museu, o arquiteto Paulo Costa.

Ao passear pelo jardim o público poderá apreciar além de um belo lago com carpas,   uma variedade de flores e plantas , caminhar entre os canteiros, curtir as sombras das árvores e admirar esculturas artísticas dispostas em seu entorno, entre elas  cinco anjos italianos do século XIX representando os sentidos (visão, audição, tato, olfato, paladar),  além da escultura “Eva” (1964), do artista japonês Kakei Goró, que D. Ema Klabin adquiriu na 8ª  Bienal de São Paulo (1965).

Outra atração é o orquidário. Ema Klabin também colecionava orquídeas e chegou a ter mais de 400 vasos em seu orquidário, com espécies trazidas de todo o mundo. Registrava todas as florações em seus cadernos e chegou a ter vasos premiados em exposições.

Além da flora, ao passear pelo Jardim da Casa-Museu Ema Klabin, se der sorte, pode dividir o percurso com a fauna que visita ou habita o museu.  Desde bem-te-vis, sabiás, maritacas, garças, pica-paus até animais inusitados que foram flagrados no jardim da Casa-Museu como, por exemplo,  um gavião-carijó (Rupornis magnirostris) .

Contemplar a  arquitetura externa da Casa-Museu é uma atração à parte. Projetada pelo engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker, a Casa teve como inspiração o Palácio de Sanssouci, em Potsdam, perto de Berlim, frequentado por Ema em sua juventude. A mansão levou mais de dez anos para ficar pronta, desde os primeiros estudos (1950) até Ema mudar-se definitivamente (1961).

Durante o passeio, o  público ainda poderá visitar  a exposição Fragmentos, montada no auditório ao ar livre,  e que traz uma retrospectiva de fundos de palco criados por artistas do universo do grafite.

Mas para proteger todos os visitantes, a Casa-Museu Ema Klabin tomou uma série de medidas atendendo aos novos protocolos de biossegurança.  A medição de temperatura no portão da Casa-Museu, a obrigatoriedade do uso da máscara durante todo o percurso, a disponibilidade na entrada do estabelecimento de álcool gel 70% , a orientação para que as pessoas mantenham o distanciamento de dois metros das outras e lavem as mãos com água e sabão, sempre que possível. Os bebedouros também estarão indisponíveis nesse período. E haverá um controle de acesso com uma limitação de setenta pessoas por vez.

De qualquer lugar do Brasil, é possível realizar visitas virtuais para conhecer a Casa-Museu Ema Klabin, no Google Arts & Culture  no link: https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-ema-klabin. Ou por meio da ferramenta digital Explore, no site do museu: https://emaklabin.org.br/explore/. Nas redes sociais é possível acompanhar a rica programação cultural #CasaMuseuEmCasa.

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