Carolina Semiatzh | Galeria Kogan Amaro

A paulistana Carolina Semiatzh investiga a complexidade e os limites de superfícies e explora os traços que levam nosso olhar à ideia de finitude e que nos permite classificar o que voa e o que se firma. A artista exibe um recorte inédito desta pesquisa na exposição Possíveis Paisagens, em cartaz a partir do sábado, 14 de setembro, na Galeria Kogan Amaro.

Há quatro anos, quando a artista trocou a verticalidade de São Paulo para viver em uma pequena cidade no norte da Holanda, o horizonte tornou-se uma peça-chave em sua obra. “As planícies e a luz oblíqua que tanto influenciaram grandes mestres nascidos na região, como Rembrandt (1606-1669) e Vermeer (1632-1675), agora atuavam sobre seu olhar, acentuando a interessante mistura de técnicas que traz em seu trabalho, uma mescla de fotografia, pintura, desenho, colagem, monotipia e gravura”, afirma Ana Carolina Ralston, curadora da exposição.

Semiatzh faz uso de materiais como nanquim preto, grafite, madeira, metal, pedra e tecidos para investigar a complexidade e os limites de superfícies. Ideia nítida em Fernando Pessoa (2017) e Possíveis Paisagens III (2017), séries feitas em monotipia com chine collé.

É com essa paleta sóbria que a artista conecta seu trabalho com o da artista francesa Solange Hoppen. “Quando uma delas começa o traço, a outra continua ou apaga deixando rastros e memórias para trás – memórias essas que escorregam e se fixam pelas paredes como um horizonte prestes a ser reconhecido e encaixado em uma paisagem qualquer”, analisa a curadora.

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