Carlos Jacanamijoy | A Gentil Carioca SP

Crédito: AGC - Pedro Agilson

A Gentil Carioca tem o prazer de inaugurar, em sua sede paulistana, a exposição “Carlos Jacanamijoy: Ambi Yaku” (Água que cura), primeira individual do artista no Brasil e na galeria, um marco em sua trajetória de mais de três décadas. A abertura marca o início do circuito da Travessa Dona Paula, encontro de colecionadores, patronos e curadores no contexto da 36ª Bienal de São Paulo.

Reconhecido como um dos maiores nomes da arte indígena contemporânea das Américas, Carlos Jacanamijoy (n. 1964, Putumayo, Colômbia; vive entre Bogotá e Cartagena) apresenta uma série de obras inéditas desenvolvidas durante residência no Rio de Janeiro.

Intitulada Ambi Yaku — expressão em quechua que significa “água que cura” —, a exposição reflete as paisagens, os sons e as memórias do território amazônico, evocando a relação vital entre natureza, espiritualidade e ancestralidade. Para Jacanamijoy, que cresceu cercado por rios, cachoeiras e névoas no Putumayo, “somos curados pela água — seja pelas termas, pelo mar ou pelas cachoeiras. O que busco com meu trabalho é que as pessoas também se conectem consigo mesmas, com a terra e com o planeta.”

Ana Silva: Contemplação do Vazio
No andar superior da casa 106, a artista Ana Silva (n. 1979, Calulo, Angola; vive entre Lisboa e Luanda) apresenta sua segunda exposição n’A Gentil Carioca. Também com obras inéditas produzidas durante residência no Brasil, sua pesquisa parte do bordado como linguagem plástica, em trabalhos que propõem um olhar sensível e profundamente feminino sobre heranças culturais, afetivdade e identidade.

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