Caciporé Torres | ArtLab

Caciporé Torres e o ferro, o principal material de suas obras, constituem um par de identidade tão forte e perfeito, capaz de estabelece um diálogo intenso com a matéria e o artista determinando Expressão e Forma.
O processo de criação de Caciporé Torres, em suas obras, por meio de materiais rústicos, pesados, ásperos e industriais assimilam volume, cor, textura, densidade e resistência. Assim, essa matéria prima se transforma, ganha vida, tornando-se completa e ao mesmo tempo ativa, transmutando sua original e primitiva origem.
Além do ferro e do aço, o artista também utiliza aço inox sucateado, sempre com sua marca pessoal: a solda.
Suas obras possuem inventividade, criatividade, qualidade técnica e muita originalidade, sendo o escultor com maior número de obras públicas no Brasil.
Obras expressionistas não representativas, de formas originais; saliências com ritmos, com sopro de vida, que o artista – de forma totalmente natural – nos apresenta e nos encanta, impossível não sentir o toque romântico e de forte personalidade que suas esculturas nos remete.
As obras de Caciporé têm o pleno significado da expressão de sua anima, interagindo com o público. Sua arte convida, a quem a visita, a se definir, a se identificar e a reagir. É entrar em contato consigo mesmo e, desta maneira, trazer a emoção das formas e símbolos, intensificando e tornando-o mais completo, elevando o movimento.
Suas formas são monumentais sem serem retóricas, são pesadas sem possuírem massa, são dramáticas sem se valerem de qualquer figuração convencional de drama.
Essa dignidade, essa ética materializada numa ascese, encontra na forma e na matéria, no plano, no corte, na dobra e no material industrial, uma unidade dramática.
O ferro e o aço mesmo com toda sua resistência, ao toque de Caciporé Torres, nos leva ao contato real da indagação de seus significados, numa viagem introspectiva.
Consegue, assim, com elementos aparentemente simples, revelar uma experiência profunda, como um vulcão prestes a entrar em erupção, uma explosão latente no movimento da placa, quer no dobrar-se ou no achatamento, com uma força viva de um novo movimento jamais visto.

Compartilhar: