Bruno Schmidt e Roberto Barciela – Casa de Cultura Laura Alvim

Juntos há oito anos, a dupla de artistas contemporâneos Bruno Schmidt e Roberto Barciela vem ganhando destaque com exposições em instituições culturais e galerias dentro e fora do Brasil. Com a inquietude da arte os dois retornam com seus desafios, dessa vez na Casa de Cultura Laura Alvim, um espaço da FUNARJ  – que escolheu a dupla de artistas para realizar a primeira exposição feita durante a pandemia no Centro Cultural que só voltaria com as suas atividade em 2021 – mas com a retomada aos poucos do estado e seguindo todas as normas de segurança da OMS – recebe a exposição Buscadores: a Vitalidade da Arte, que conta com 21 obras finalizadas antes e durante a pandemia e curadoria de Paloma Carvalho. Eles compartilham o mesmo desejo pela arte extraindo das ruas não só suporte físico, como também a inspiração. A dupla cria suas obras a partir de materiais do cotidiano – uma espécie de garimpo urbano,  não consideram que seja uma questão  de descarte; mas sim de resgate – assim eles  ganham outro significado –  resíduos sólidos que mostram  o sentimento do poder transformatório.

Em “Buscadores: A Vitalidade da Arte”, os artistas trazem uma percepção da última residência artística que realizaram na França, em Provence, Saint Véran e Cite’ Médievale, com propostas artísticas inéditas e obras em diálogo com os elementos da Arquitetura, Tempo, Espaço. Bruno Schmidt e Roberto Barciela expõem em diferentes mídias tais como esculturas, objetos, fotografias e pinturas.

Bruno Schmidt explora elementos prosaicos, papéis e emborrachados: materiais descartados e descartáveis que vão deixando por terra seus significados,  e usos originais para serem percebidos como elementos plásticos, com o material de trabalho, transformados em signos. As camadas sugerem estórias: seduzidos por sua estranha beleza, submergimos nas ocorrências e nos deixamos levar pela articulação destas formas que agora se tornam significantes, transmutadas em algo de perene valor.

Já Roberto Barciela desafia materiais industriais e aquela tal geometria. Formas animam-se, reagem a seus cortes. Dinâmicas, expressivas, adquirem a personalidade exuberante das cores acrílicas – lisas, brilhantes. Intensas, mas, contudo, sem excesso de gestos. Pura pintura de decisão: onde despontam curvas, expressão, afeto. Nas variações da forma – reações suscitadas por suas combinatórias –, os contornos perdem a rigidez. Ousa-se uma pincelada aqui, e mais outro desvio ali. Barciela força a premissa da medida precisa – em nome da emoção.

A exposição ocupa o interior da Casa de Cultura Laura Alvim de 17 de novembro a 31 de janeiro e marca o retorno das atividades de artes visuais em um dos Centros Culturais mais emblemáticos  do Rio de Janeiro – tomando todos os cuidados e regras de segurança da OMS.

 

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