A Cave se transforma em Erotar, planeta em regeneração criado pela artista Bárbara Banida para imaginar um mundo possível diante do colapso climático. Com curadoria de Lucas Dilacerda, a mostra converte a galeria em um ecossistema ficcional e imersivo, habitado por esculturas de criaturas recém-nascidas, pinturas de paisagens em mutação e formas híbridas que atravessam a cerâmica esmaltada, pintura, desenho, instalação, experimentação sonora e ambientes 3D imersivos.
A exposição é resultado de uma pesquisa desenvolvida ao longo de mais de dez anos. Nesse período, Bárbara Banida acumulou importantes reconhecimentos, como o LabVerde, foi finalista do Selo Mandacaru e, em 2026, foi indicada ao Prêmio PIPA — principal premiação da arte contemporânea brasileira — e selecionada para o 39º Panorama da Arte Brasileira, uma das mais importantes exposições do país.
Erotar inventa um planeta íntimo e regenerativo, um mundo que não se organiza a partir do medo do fim, mas da possibilidade de renascimento — experiência também vivida pela própria artista. A proposta nasce do diálogo entre Bárbara Banida e o curador Lucas Dilacerda, parceria iniciada em 2020 e aprofundada no Doutorado em Artes da Universidade Federal do Ceará (UFC) e no Laboratório de Artes Visuais da Porto Iracema das Artes. O resultado é uma exposição que assume a ficção ecológica como estratégia de cuidado, imaginação e criação de futuros.
“Em Erotar, o público se torna testemunha do nascimento de um planeta misterioso, que evoca a espiritualidade no encontro entre arte, ecologia e ficção. É a esperança de um mundo possível para habitar, repleto de criaturas recém-nascidas”, afirma Bárbara Banida.
A exposição reúne cerca de 26 obras de diferentes escalas e linguagens, incluindo pinturas a óleo e com óxidos de ferro inspiradas na residência artística realizada pela artista na Serra da Capivara (PI), experimentos sonoros, fotoperformances e ambientes 3D imersivos desenvolvidos em parceria com o artista Mateus Falcão. Também integra a mostra instalações site-specific com carvão e uma ampla investigação sobre as possibilidades da cerâmica contemporânea.
Totens, peças suspensas, obras pictóricas, trabalhos figurativos e não figurativos, além de combinações entre barro, ouro, madrepérola, fotografia e vídeo, compõem o universo de Erotar, convidando o público a experimentar uma narrativa sensível sobre regeneração, imaginação e futuros possíveis.

