Simões de Assis inaugura, em São Paulo, a exposição individual Ojú-Inú, de Ayrson Heráclito, com texto crítico de Hélio Menezes. Em cartaz até 12 de setembro, a mostra reúne cerca de 30 obras entre esculturas, aquarelas, fotografias e vídeos, com trabalhos inéditos. O artista também participa da 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, In Minor Keys, até o dia 22 de novembro de 2026.
Em iorubá, Ojú-Inú significa “olho interno”, expressão empregada pelo historiador da arte Rowland Abiodun para descrever o tipo de percepção estética e espiritual que orienta os artistas iorubás na criação de suas obras, permitindo captar a essência, o caráter e os axés de cada tema. É a partir dessa chave, compartilhada pelo próprio Ayrson Heráclito, que a exposição organiza um conjunto de trabalhos atravessados pela cosmologia afro-brasileira e pelas referências rituais que estruturam toda a sua produção.
A mostra reúne 30 obras em um panorama amplo da produção recente do artista, entre esculturas, aquarelas, fotografias e vídeos. São elas: Juntó – série de esculturas e aquarelas –, Inventário, Black Atlantic, Espada de Ogum, Marcas de identificação em caixas de açúcar da Frota de 1702 e Oríkìs de Instrução – série apresentada em fotografia e vídeo –, com sala de vídeo dedicada exclusivamente ao trabalho.
O corpo, os elementos rituais do candomblé e as conexões entre o continente africano e as diásporas negras nas Américas seguem como eixos centrais da pesquisa de Heráclito, que atravessa a mostra tanto nos novos trabalhos quanto nas séries que já integram sua trajetória.
Entrada gratuita


