As vozes dos artistas #1 | Fundação Bienal

Visita-palestra com Lúcio Gomes Machado durante o programa Pavilhão Aberto, apresentado pela Fundação Bienal de São Paulo. 18/01/2020 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

A live As vozes dos artistas #1 conta com a participação de artistas da 34ª Bienal de São Paulo – Carmela Gross, Edurne Rubio, Manthia Diawara e Zina Saro-Wiwa – e faz parte da programação digital “A Bienal tá on” que se estende nos próximos 12 meses

No dia 22 de outubro, às 19h, a Fundação Bienal de São Paulo promove a live As vozes dos artistas #1: o verso Faz escuro mas eu canto. Na série As vozes dos artistas, que será composta por seis encontros, a curadoria da 34ª Bienal de São Paulo conversa com artistas brasileiros e estrangeiros da exposição sobre os enunciados da mostra – objetos com histórias marcantes e em torno dos quais as obras serão distribuídas na exposição, sugerindo leituras poéticas multifacetadas. A participação é gratuita e as inscrições começam dia 15 de outubro em 34.bienal.org.br/agenda.

O encontro do dia 22 será dedicado ao título da exposição, Faz escuro mas eu canto, verso do poeta amazonense Thiago de Mello (Barreirinha, 1926) publicado em livro homônimo do autor em 1965. Desde sua primeira redação, entre 1962 e 1963, o verso já ganhou diferentes interpretações: de conclusão esperançosa do poema Madrugada camponesa (“faz escuro mas eu canto / porque a manhã vai chegar”), quando a promessa da reforma agrária e outros projetos progressistas parecia prestes a se tornar realidade, a sussurro de resistência nos piores anos da ditadura militar.

Para entender que reverberações esse enunciado poético pode ter em nosso contexto atual, Jacopo Crivelli Visconti, curador geral da 34ª Bienal, e Paulo Miyada, curador adjunto, conversam em uma live com o artista convidado da edição e agora anunciado Manthia Diawara(1953, Bamako, Mali), escritor, pesquisador de estudos culturais, diretor de cinema e acadêmico. Diawara escreveu amplamente sobre filmes e obras literárias que abordam a Diáspora Negra. Além da participação ao vivo de Diawara, o encontro trará entrevistas gravadas com as artistas Carmela Gross (1946, São Paulo, SP), Edurne Rubio (1974, Burgos, Espanha) eZina Saro-Wiwa (1976, Porto Harcourt, Nigéria). Ao final, Diawara e os curadores respondem as perguntas do público.

Nas quatro semanas seguintes à live As vozes dos artistas #1: o verso Faz escuro mas eu canto, será realizado um minicurso gratuito para aprofundar os temas abordados no encontro. O curso será composto por 4 reuniões virtuais (com 1h30 de duração cada) que apresentam trechos inéditos das entrevistas com artistas, discutem os temas previamente abordados, compartilham referências bibliográficas e outros materiais de pesquisa. As inscrições começam no dia 19 de outubro no site da 34ª edição.

A série As vozes dos artistas e os Minicursos fazem parte de uma programação especial, chamada de A Bienal tá on, que a Fundação Bienal de São Paulo preparou como forma de desenvolver, aprofundar e ampliar os debates da 34ª Bienal de São Paulo e outras ações institucionais ao longo de 2020 e 2021. A programação inclui ações digitais como Studio visits / Visitas aos ateliês; Minicursos e Encontros internacionais / International Encounters. Todas as informações estão disponibilizadas no hotsite da campanha.

 

 

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