A esquina da Avenida Rebouças com a Rua Chabad, no Jardins, em São Paulo, acaba de ganhar um novo espaço de arte, convívio e contemplação. Com obras de artistas renomados, o Pavilhão Tishman Speyer foi concebido para dialogar com o espaço urbano – possibilitando vivências, troca de ideias e conexões – e, ao mesmo tempo, servir de refúgio da agitação da vida moderna.
Uma instalação com formas orgânicas que chamam a atenção de quem passa pelo local, o Pavilhão é uma obra de arte que proporciona vivências e conecta o bairro com o futuro. O projeto arquitetônico foi desenvolvido pelo Atelier Peclat e é constituído por paredes de blocos de vidro jateados, resgatando um elemento da arquitetura dos anos 60. Essa estrutura dá um sentido intangível ao espaço, com transparências e opacidades, criando uma relação de mistério, em função do jogo de luzes e sombras que se formam entre as áreas interna e externa.
Três claraboias destacam ainda mais essa permeabilidade da luz natural no ambiente. A primeira delas está sobre o grande lobby de entrada, trazendo uma iluminação vertical sobre uma escultura do artista Artur Lescher. Outra fica sobre o café instalado do lado esquerdo do Pavilhão, comandado pelo casal de baristas Caio Gracco e Luciana Monteiro. A última dessas estruturas tem uma forma de cone, visível do lado externo, mas que possui um formato ogival interno, que dá ao local um caráter sacro, em sua escala e geometria. Na área externa, os visitantes poderão caminhar e contemplar as obras dos artistas Tomie Ohtake e Amélia Toledo.

