Arte, Cidade e Patrimônio: futuro e memória nas poéticas contemporâneas | Centro Cultural Oi Futuro

Clara Cavendish, O sol há de brilhar mais uma vez

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o Oi Futuro, a Automatica e a UIA apresentam a coletiva ARTE, CIDADE E PATRIMÔNIO: FUTURO E MEMÓRIA NAS POÉTICAS CONTEMPORÂNEAS, sob curadoria Adriana Nakamuta, no Centro Cultural Oi Futuro, Rio de Janeiro, até 25 de julho de 2021.

A mostra reúne 10 artistas de seis estados brasileiros, em que se debate memória e futuro através de poéticas urbanas,  apresentadas em diversas plataformas. Acompanham atividades paralelas, como palestras, conversas, vídeo-depoimentos e visitas mediadas virtuais.

A visitação segue todos os protocolos de segurança sanitária previstos pelos órgãos responsáveis e deve ser agendada pelo site https://oifuturo.org.br/agendamentocentrocultural/ ou por telefone 21 3131-3060. horários:12h às 13h30 | 14h às 15h30 | 16h às 18h. A entrada é gratuita.

Artistas:  Beatriz Rauscher (MG), Clara Cavendish (RJ), Claudia Renault (MG), Denilson Baniwa (AM/RJ), Guto Nóbrega (RJ), Lucas Landau (RJ), Mariana Guimarães (RJ), Mauricio Pokemon (PI), Thiago Honório (MG/SP) e Thiago Martins de Melo (MA/SP) foram convidados a apresentar produção inédita em suportes e linguagens contemporâneos, múltiplos, mas conectados com a cidade e suas diversas esferas de patrimônio, com inspiração na cidade do Rio de Janeiro – Primeira Capital Mundial da Arquitetura, sede do Congresso Mundial de Arquitetos (UIA 2021) e Patrimônio Cultural Mundial na categoria Paisagem Urbana, títulos concedidos pela Unesco.

Segundo a curadora, esses artistas “trazem para o espaço expositivo a materialidade da arte contemporânea e ativam as experiências visuais em sua diversidade, para a construção e a reconstrução de memórias e redes de relações com o patrimônio e o território das cidades brasileiras”.

BEATRIZ RAUSCHER:  Seu trabalho questiona o patrimônio histórico e cultural pelo viés do valor natural, a partir das palmeiras imperiais, como elemento da tradição;

CLARA CAVENDISH:  Apresenta “Rio em Postais”, telas que  reproduzem flashes de um Rio de Janeiro turístico confronta visões da malha urbana;

CLAUDIA RENAULT: Com “Solidão, Esquecimento e Vestígio”, Renault traz uma arqueologia urbana dos becos e ruas  esquecidos, recolhendo matérias-primas originalmente utilizadas em construções e ornamentações das cidades;

DENILSON BANIWA: artista do povo indígena Baniwa, do Rio Negro, apresenta “Repovoamento da memória de uma cidade-floresta”, com  lambe-lambes que tratam do sopro de um pajé para ressignificar o lugar dos povos formadores na construção de memórias e identidades culturais;

GUTO NÓBREGA: Investiga a intersecção de arte e ciência. Ele associa o vegetal, o natural e o artificial na instalação “Encantamento para  4ª dimensão”;

LUCAS LANDAU: o fotógrafo apresenta o vídeo “Matermônio”, com o propósito de uma construção coletiva que ressignifique o feminino no campo do patrimônio;

MARIANA GUIMARÃES: Com a instalação “Caquinhos”, de milhares de  fragmentos de demolição, coletados nas ruas da cidade do Rio de Janeiro,  Mariana redesenha, pelo viés do descarte, a poética visual de uma narrativa de vidas;

MAURÍCIO POKEMON: O artista constrói narrativas visuais sobre questões  como a gentrificação, partindo do estudo do movimento do corpo.  Na série “Braço Nacional”, ele mostra fotos de gestos corporais de dois piauienses, como Pokemon,  que vieram trabalhar no Rio de Janeiro;

THIAGO HONÓRIO: Em “Pintura de parede” Honório monta telas com lixas gastas na pintura das paredes da sua residência em um prédio histórico. Aqui a pintura se dá pela extração de matéria e não pela adição de tinta;

THIAGO MARTINS DE MELO: A animação stop motion (4” loop), “A queima do templo do conhecimento”, trata do incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, sob a face do fóssil Luzia e de Dom Pedro II. O trabalho coloca em evidência as lutas travadas por territórios e poder.

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