Exposição assume o desafio de apresentar um recorte rigoroso da arte durante as décadas do século passado, reunindo artistas cujas trajetórias não apenas marcaram seu tempo, mas foram legitimadas por importantes instituições, exposições históricas e publicações de referência.
Das experimentações modernistas iniciais, com artistas como Antonio Gomide, Di Cavalcanti, Candido Portinari e Victor Brecheret, à consolidação de uma linguagem construtiva e racional nas décadas seguintes, representada por Luiz Sacilotto, Maurício Nogueira Lima, Judith Lauand e Lothar Charoux, a mostra percorre momentos-chave da construção estética brasileira.
Esse percurso se expande ao incorporar artistas que tensionaram e ampliaram os limites da forma e da percepção, como Lygia Clark, presente com obra da fase inicial de pintura e amplamente reconhecida por instituições como o Museum of Modern Art, Guggenheim Museum Bilbao e a Pinacoteca de São Paulo, além de Mira Schendel, cuja produção integra importantes coleções e bibliografias críticas, e Geraldo de Barros, pioneiro na experimentação fotográfica no país.
A década de 1960 marca um ponto de inflexão, com obras que introduzem ambiguidade perceptiva, linguagem e crítica à imagem, como as de Hércules Barsotti, Claudio Tozzi, Rubens Gerchman e Wesley Duke Lee. Já nas décadas seguintes, artistas como Nelson Leirner e Antonio Dias incorporam uma postura crítica e conceitual, ampliando o campo da arte para além da forma.
O recorte inclui ainda escultores fundamentais como Amilcar de Castro e Sergio Camargo, além de Joaquim Tenreiro, cuja produção estabelece um diálogo sofisticado entre arte, design e arquitetura. A presença de Kazmer Fejer reforça a dimensão internacional e experimental do conjunto.


