Anico Herskovits | Caixa Cultural São Paulo

Anico Herskovits tem uma longa trajetória, assinalada por muitas premiações de prestígio. A mais recente delas foi o Prêmio Jabuti 2015, concedido em São Paulo pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) para o projeto gráfico do livro “Cidade Imaginária”, uma original publicação feita pela artista em pop up de ilustrações em xilogravura, com textos poéticos de Jorge Rein. O livro e suas imagens recortadas na tridimensionalidade integram a mostra individual “Anico Herskovits: percurso gráfico”, que a Caixa Cultural São Paulo exibe de 10 de dezembro de 2016 a 28 de fevereiro de 2017.
São 50 gravuras selecionadas e organizadas pela curadora Angélica de Moraes para oferecer ao público paulistano uma visão abrangente e enxuta da extensa e ininterrupta produção de quatro décadas da artista radicada em Porto Alegre e conhecida por atualizar uma técnica tradicional. A xilogravura de Anico remete à tradição da gravura japonesa (Ukyio-e) e mergulha na temática social que vem da produção gráfica nascida no pós-guerra europeu, na metade do século passado.
A exposição é aberta com a série “Pantanal: Terra de Sonhos”, que “recria em detalhes deliciosos a paisagem natural do pantanal mato-grossense, com toda fauna e flora características do lugar”, escreve Angélica. “É um relato visual de irremediável nostalgia do que se perde a cada avanço do suposto progresso feito à custa do equilíbrio ambiental”, assinala ainda a curadora. Nessa obra, em panorâmica de 180 graus expandida em mais de três metros de imagens contínuas, Anico Herskovits revisita um formato praticado pelos artistas viajantes europeus do século 17 ao 19 em visitas ao Novo Mundo.

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