André Severo | Bolsa de Arte

A exposição que abre na Galeria Bolsa de Arte, “Espelho” de André Severo, tem a imagem, o tempo e a memória como elementos latentes de sua estruturação. Projeto contemplado com o XV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia 2015, a mostra é composta de cerca de cinco vídeos produzidos a partir de imagens fotográficas, 20 fotografias e textos, todos organizados em uma espécie de instalação no espaço da galeria, em Pinheiros.

Segunda de uma trilogia de exposições que inclui “Metáfora, Espelho” foi exibida no início desse ano em dois espaços distintos de modo simultâneo: na Galeria Bolsa de Arte de Porto Alegre e na Pinacoteca Ruben Berta, em Porto Alegre. Na galeria de São Paulo, contudo, a proposta é distinta: Severo une os dois espaços e reorganiza as obras de modo a proporcionar ao espectador, dentro de suas diversas possibilidades de caminhar pelo conjunto de imagens densas e evocadoras de lembranças, uma experiência que promova um desdobramento das dimensões locais e específicas da galeria para a dimensão da subjetividade.

“Espelho” aposta na justaposição entre lembranças e imagens de lembranças, sejam elas próprias ou alheias, num diálogo que desemboca numa noção particular de tempo e espaço, na qual o espectador acaba imergindo. Nesse lugar, o lembrar deixa de ser apenas voltar-se para as experiências passadas, reevocar e reordenar imagens pessoais reminiscentes, mas, também, vergar-se sobre rastros de imagens de outras pessoas para entender algumas circunstâncias inerentes à própria vida.
 

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