ÁLLISSON OPITZ | GALERIA DEZOITO

 

A mostra, que inaugura dia 28 de fevereiro de 2024, apresenta mais de 30 obras, entre elas, esculturas, pinturas e “esculturas de parede”, referência ao termo usado pela própria artista para apresentar algumas de suas obras.

O trabalho da artista é composto principalmente pela utilização de uma variedade de materiais para dar sentido a como nós somos “construídos”, como camadas de uma construção, em um paralelo com a arquitetura, sua profissão de formação.

A utilização da cerâmica sugere o sentimento de assentar-se. Já os bordados, remetem às memórias afetivas, ligadas às mulheres da sua família. A união do papelão com o dourado, trazem à ela a ressignificação e a necessidade de se moldar aos fatores externos que não se pode controlar. 

Ao unir todos esses materiais, cada um com seu significado, a artista discute o que impacta em nossa vida e em nosso próprio entendimento do ser, em como nos tornamos o que somos hoje, pois esse movimento é contínuo e sempre em transformação.

As técnicas utilizadas também ganham outros sentidos e tornam-se formas de representar camadas dessa construção, desde o fazer manual do bordado à forma como suas obras em acrílica são pintadas, como por exemplo a tinta que escorre como aquarela, uma alegoria ao autocontrole.

Állisson em sua pesquisa artística atual propõe com a junção desses elementos, materiais e técnicas, criar uma representação de sensações, experiências da sua vida, e a si mesma, buscando uma compreensão do “ser”.

“A arte em que trabalho há anos é a arquitetura… do ser, do meu ser, de um ser. De quem sou. E, observando as relações entre as pessoas, penso sempre em como uma afeta a outra. Mesmo achando que vivemos sozinhos, invadimos e alteramos o espaço do outro, como se cada parte de nós fosse um ambiente de uma casa, que se modifica a cada pessoa que por ela passa.” Állisson Opitz.

Na mostra, o espectador poderá conhecer o trabalho da artista através das diversas séries apresentadas, todas dentro da pesquisa da arquitetura do ser. Estes elementos de construção vão desde o vazio existencial de cada um de nós (série Vazio), até o ato de se revestir com as expectativas e vivências de outros para nos adequar (série Re Vestir). 

O nome da exposição nasce da relação entre a formação em arquitetura da artista, e a sua pesquisa sobre os elementos estruturais da psique.

 

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