Adriana Moreno | Galeria Pilar

Mamão, 2020.

Fundada em 2011 a Galeria Pilar consolidou-se como um dos espaços de arte pioneiros do centro de São Paulo. Ao longo desses 10 anos realizou dezenas de exposições e participou de feiras nacionais e internacionais. A pandemia instaurada no Brasil e no mundo mudou os rumos da Pilar, que agora mantém como sócio diretor Elísio Yamada em uma nova instalação, ao lado do antigo endereço.

O novo formato da Galeria Pilar é marcado pela intensificação de conteúdos e atividades nas plataformas digitais, como o modo de visitação em “viewing room”, além da visitação por agendamento. A galeria também fez parceria com novos artistas: Adriana Moreno, Moracy Amaral e Gustavo Ferro, mas segue representando grandes nomes da arte brasileira, como Montez Magno e Marcello Nitsche, além de estrangeiros como John Von Bergen (EUA) e Alberto Casari (Perú).

Para Elísio, essa nova fase da galeria atualiza-se aos novos tempos do mundo digital e chega com todo o frescor e experimentalismo que só os jovens artistas podem oferecer. Na primeira exposição, a ser inaugurada em 17 de maio de 2021, a Galeria Pilar apresenta a produção de uma grande pesquisadora da gravura contemporânea, Adriana Moreno.

A exposição “Pedra, papel, tesoura: monotipias de Adriana Moreno” reúne oito monotipias de grandes dimensões, criadas num processo híbrido entre a pintura, o desenho e a gravura.

Realizadas a partir de uma mistura de cinzas impecavelmente neutros sobre um papel também neutro de dimensões exatas de 100×100 cm, as imagens desta série apresentam-se como símbolos tão identificáveis quanto enigmáticos, distorcidos pela materialidade ostensiva das figuras e por sua escala monumental.

“A mão é quem conduz os lances na monotipia, uma técnica em que controle e acaso, domínio e acidente, sorte e azar andam juntos, como em um jogo. O procedimento consiste em besuntar (ou lambuzar) uma chapa de alumínio com tinta espessa para formar uma imagem, diluindo a pasta viscosa sempre quando necessário. Entintada a chapa, chega o momento de submeter a mistura ao toque da prensa, posicionando-a contra um papel que recebe e absorve a tinta, formando uma impressão. O campo de possibilidades de manuseio é relativamente restrito, mas os resultados são virtualmente inesgotáveis: em uma monotipia, à diferença do que ocorre em técnicas de gravura convencionais, cada imagem é, paradoxalmente, uma ‘cópia única’, o arremate de um acontecimento – ou de uma conjunção de fatores – impossível de repetir.”, escreve a curadora Janaina Nagata no texto de apresentação.

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