Adriana Fontes na Galeria do Lago

Uma maneira poética e inusitada de visitar o Palácio do Catete. É o que propõe a instalação Vestes, Vestígios, Rastros do Tempo, da artista visual Adriana Fontes, na Galeria do Lago. A exposição, a ser inaugurada no dia 13 de dezembro (sábado), abre a temporada de férias na galeria de arte do Museu da República, quando a instituição recebe seu maior público.

Com curadoria de Isabel Portella (coordenadora e curadora da Galeria do Lago/Museu da República), a instalação fica em cartaz até 1º de fevereiro. A instalação Vestes, Vestígios, Rastros do Tempo é composta de dois vídeos com fotos projetados em tecidos fluidos que pendem do teto. As imagens e a trilha sonora remetem ao palácio como um local imaginário, transportando o espectador a outros espaços.

Ao longo de 12 meses, Adriana Fontes foi capturando imagens e sons do local, como numa“conversa” imaginária com o palácio, palco de tantos acontecimentos sociais, articulaçõespolíticas e momentos de comoção nacional. A pesquisa transformou-se num site specific, umtrabalho exclusivo para a galeria, criado a partir de estímulos sensoriais e poéticos do local.

“A exposição poética visual de Adriana Fontes traz a possibilidade de olharmos de forma diferente para o Palácio do Catete, onde tantas histórias se passaram e tantas camadas de tempo se sobrepõem”, explica a curadora.

SOBRE A ARTISTA

Adriana Fontes especializou-se em Figurino Histórico Teatral e Cinematográfico, na Escola Arte Moda, em Florença (Itália); e em Pintura na Escola de Belas Artes Massana, em Barcelona (Espanha). Graduou-se em Licenciatura em Artes pela Bennett/RJ, fez pós-graduação em História da Arte e da Arquitetura no Brasil na PUC-RJ, e mestrado em História Social da Cultura também pela PUC-RJ. Fez diversos cursos de pintura, desenho e escultura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Foi Professora de Artes (e Figurino) em projetos culturais e em cursos no Rio de Janeiro, como na Universidade Estácio de Sá (RJ). Foi Cenógrafa e Figurinista em diversas produções teatrais e cinematográficas, como o grupo O Tal. Atuou no Atelier de Cerâmica, desenvolvendo peças escultóricas e utilitárias. No campo de Arte e Educação, trabalhou em importantes projetos, como o Núcleo de teatro da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ); Programa Educativo do CCBB – RJ; Núcleo de crianças e jovens da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ); MAM Educação (RJ); e Centro Cultural Telemar (RJ). Fez pesquisa histórica de arte para a novela Paixões proibidas. No Museu Histórico Nacional (RJ), realizou a exposição Caminhos de Santiago; Arte no Período Românico em Castela e Leão. Fez a coordenação pedagógica do programa educativo do Museu das telecomunicações/Centro Cultural Oi Futuro (RJ).

SOBRE O MUSEU

O Palácio Nova Friburgo, atual Palácio do Catete, construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante e fazendeiro de café Antônio Clemente Pinto, Barão de Nova Friburgo, consagrouse como um monumento de grande importância histórica, arquitetônica e artística. Erguido no Rio de Janeiro, então Capital Imperial, tornou-se símbolo do poder econômico da elite cafeicultora escravocrata do Brasil oitocentista. Em 1896, foi adquirido pelo Governo Federal para sediar a Presidência da República. Também chamado de Palácio das Águias, foi palco de intensas articulações políticas, acontecimentos sociais e de momentos de comoção nacional, como o velório do presidente Afonso Pena, em 1909, e o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954. No ano de 1938, o Palácio e seus jardins foram tombados pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Sede do Poder Republicano por quase de 64 anos, 18 presidentes utilizaram suas instalações, até a transferência da Capital Federal para Brasília, em 1960, na gestão de Juscelino Kubitschek, quando o Palácio do Catete passou a abrigar o Museu da República.

SOBRE A GALERIA

A Galeria do Lago apresenta programas contínuos de exposições de arte contemporânea, que
visam a discutir aspectos da produção da arte atual, com obras que de alguma maneira se relacionem com o Museu. 

Compartilhar: